Depois da top Gisele Bundchen, agora foi a vez da cantora baiana Ivete Sangalo protestar contra o decreto do presidente da República Michel Temer, que extingue a Reserva Nacional de Cobre e Associadas. A área, de 47 mil quilômetros quadrados entre Pará e Amapá, é rica em ouro e outros minérios e que engloba nove áreas protegidas, entre florestas estaduais, reservas ecológicas e terras indígenas.
“Quanta notícia difícil de aceitar. Brincando com o nosso patrimônio? Que grande absurdo. Tem que ter um basta”, publicou a cantora em seu perfil no Instagram.
Na última quinta-feira (24), Gisele Bundchen vez um post no Twitter criticando a proposta e recebeu muitas mensagens de apoio.
VERGONHA!Estão leiloando nossa Amazônia! Não podemos destruir nossas áreas protegidas em prol de interesses privados https://t.co/WvtHdaKYYX
— Gisele Bündchen (@giseleofficial)
Entenda o caso
O presidente Michel Temer extinguiu nessa quarta-feira (23) uma área de reserva ambiental de 46.450 km — tamanho equivalente ao do Espírito Santo —, na divisa entre Pará e Amapá, conhecida como Renca (Reserva Nacional de Cobre e seus Associados). A região tem reservas de ouro, ferro e cobre.
A Renca foi criada em 1984, durante o regime militar. Dentro da reserva estão localizadas partes de três unidades de conservação (UC) de proteção integral, de quatro unidades de conservação de uso sustentável (uma delas na qual a mineração era permitida a partir de um plano de manejo) e de duas terras indígenas.
Até então, somente o Serviço Geológico Brasileiro poderia realizar pesquisa mineral ou viabilizar qualquer extração econômica de minerais, além de ser responsável por autorizações para esses fins.
O decreto, publicado no Diário Oficial da União, diz que a extinção “não afasta a aplicação de legislação específica sobre proteção da vegetação nativa, unidades de conservação da natureza e terras indígenas”.
Weslei Radavelli, com informações de agências