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Política

Aliados de Bolsonaro querem fechar 3ª Ponte no domingo

Os movimentos Ação Brasil, Direita VV, Vitória da Ética, Brasil Conservador, Vem Pra Rua e Direita Espírito Santo vão às ruas no próximo domingo (30) ...

Manifestação dos defensores do governo Bolsonaro

Última atualização

Os movimentos Ação Brasil, Direita VV, Vitória da Ética, Brasil Conservador, Vem Pra Rua e Direita Espírito Santo vão às ruas no próximo domingo (30) em apoio ao governo de Jair Bolsonaro (PSL) e ao ministro da Justiça, Sérgio Moro. Os manifestantes já informaram que vão atravessar a Terceira Ponte. O movimento deve ser “turbinado” após a decisão de terça-feira (25) do STF de manter o ex-presidente Lula na cadeia.

As pautas elencadas pela organização são a defesa da reforma da Previdência e do pacote anticrime de Moro, apoio à Lava a Jato, defesa do direito à posse de armas e CPI da Lava Toga.

Taís Venâncio, do Movimento Ação Brasil, e Alexandra da Silva, presidente do Direita Espírito Santo, disseram que a expectativa é atrair de 50 mil a 80 mil pessoas.

“A Direita Espírito Santo é conservadora, apoia o governo Bolsonaro e já protocolou ofício para atravessar a Terceira Ponte”, afirmou Alexandra da Silva.

Sobre a pauta da manifestação, Taís Venâncio esclareceu que são as bandeiras do governo Bolsonaro e que é necessário ir às ruas para pressionar o Congresso e apoiá-las.

“Sem a reforma da Previdência não teremos dinheiro para pagar aposentados e pensionistas. Hoje, quem tem direito à arma é o bandido, que ameaça o cidadão de bem, e esse cidadão não pode se defender. O pacote anticrime e o apoio à Lava a Jato são importantíssimos para o Brasil”, declarou.

Manifestantes na Terceira Ponte, em maio: expectativa para o próximo domingo é de até 80 mil participantes (Foto: Leone Iglesias/AT)

Presidente do PSL-ES, Carlos Manato disse que o partido estará na manifestação, mas que não organiza o movimento.

A concentração será a partir das 14h, no posto Moby Dick, na Praia da Costa, em Vila Velha, para depois atravessar a ponte com destino à Praça do Papa, em Vitória.

Tanto no posto Moby Dick quanto na Praça do Papa serão recolhidos alimentos não perecíveis para asilos da Grande Vitória. A Secretaria de Estado da Segurança Pública foi procurada, mas não respondeu a reportagem.

Atos pelo País

Ausentes nas recentes manifestações em defesa do presidente Jair Bolsonaro, no fim de maio, os grupos Vem Pra Rua e Movimento Brasil Livre (MBL) convocaram para o domingo (30) atos em todo o País em defesa do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

O ministro tem sido alvo de críticas depois de o site The Intercept Brasil publicar mensagens atribuídas a ele, na época em que era juiz, e a integrantes da força-tarefa da Lava Jato. Essas conversas, segundo o site, indicariam interferência de Moro no andamento das investigações da operação. A Polícia Federal abriu inquérito para investigar a invasão do celular do ministro e de procuradores.

Os dois grupos, que lideraram os movimentos de rua pelo impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff, afirmam que optaram por adotar uma agenda que não inclui a defesa do governo Bolsonaro. Além do apoio a Moro, eles defendem o pacote anticorrupção enviado pelo ministro ao Congresso – cuja tramitação tem enfrentado resistência de parlamentares – e a reforma da Previdência.

Os movimentos querem mobilizar o mesmo público entusiasta da Lava Jato que foi às ruas contra o PT e as denúncias de corrupção que atingiram o partido em 2015. “Os primeiros atos (em favor do governo) surgiram de uma rede coordenada que prega pautas com as quais não concordamos. O MBL não é pró-Bolsonaro e mantém uma linha independente. A decisão de participar agora foi uma reação à invasão do celular do Sérgio Moro”, disse Renato Battista, um dos coordenadores do Movimento Brasil Livre.

Segundo ele, surgiu agora “uma necessidade” de defender a Lava Jato. Sobre a suposta mensagem na qual Moro teria chamado os integrantes do MBL de “tontos”, Battista afirmou que o episódio foi levado por eles “na brincadeira”. “Muitos querem jogar o MBL contra a Lava Jato”, disse.

O grupo de Kim Kataguiri e Fernando Holliday vai receber em seu carro de som políticos que despontaram no MBL e que hoje são filiados ao DEM.

Proposta

Porta-voz do Vem Pra Rua, Adelaide Oliveira reforçou o discurso de independência em relação ao presidente Bolsonaro e fez uma defesa enfática do ex-juiz da Lava Jato. “O hackeamento do telefone dele foi um crime. O conteúdo revelado até agora, segundo juristas, não é comprometedor”, afirmou Adelaide.

Questionada sobre a ausência do grupo nos atos mais recentes, a porta-voz disse que as manifestações pró-Bolsonaro estavam “excessivamente personalistas”. “Não apoiamos governo nenhum, mas ideias.”

Já o movimento Nas Ruas, que também esteve na linha de frente em 2015, apoia Bolsonaro e estará na manifestação de domingo em defesa de Moro. Desta vez, porém, o presidente não estará na pauta. “Não vejo necessidade de defender o Bolsonaro agora”, disse a deputada Carla Zambeli (PSL-SP), fundadora do Nas Ruas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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