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Política

Aplicativo de paquera é usado para atrair os eleitores

O caminho para os pré-candidatos que pretendem disputar as eleições deste ano é a inovação. E vale até aplicativos de paquera, como Tinder e o Happn, ...

Última atualização

O caminho para os pré-candidatos que pretendem disputar as eleições deste ano é a inovação. E vale até aplicativos de paquera, como Tinder e o Happn, para conquistar apoiadores. Essa foi a ferramenta que Humberto Mileip (PCdoB), pré-candidato a deputado estadual, usou para divulgar suas ideias.

Humberto é integrante do movimento “Acredito”, que luta pela renovação dos princípios, práticas e pessoas na política.

Desde o final de 2017, ele encontrou nos aplicativos uma maneira mais pessoal de mostrar seus projetos. “Quem não tem mandato tem de ser criativo, batalhar mais. Porque a estrutura de campanha de um candidato com mandato é muito diferente de quem está começando”, observa.

Mileip disse que não usa a versão paga dos aplicativos e faz sete combinações por dia para transmitir suas mensagens de projetos eleitorais (Foto: Divulgação)

Ele mesmo envia mensagens e faz sua apresentação. “Este ano irei concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa e gostaria de te apresentar o meu projeto eleitoral”, diz parte do texto. Em seguida, ele divulga suas redes sociais e pede que o usuário acesse.

Nos aplicativos, os usuários divulgam suas fotos e fazem uma descrição pessoal. Quando um se interessa por outro, ele seleciona o ícone com um coração.

Se a outra pessoa fez o mesmo, acontece o “match”, “crush”, a “combinação”. Os usuários, então, podem trocar mensagens.

O pré-candidato não usa a versão paga dos aplicativos e faz cerca de sete combinações por dia.

Humberto configurou seu perfil para que possa abordar mulheres e homens. As reações, segundo ele, são as mais diversas. “Não era amor, era cilada”, escreveu um usuário, segundo o pré-candidato.

Já outra usuária foi ríspida: “Canal errado para propaganda”. Tem até aquelas que já estão pensando no próprio futuro: “Me arruma um estágio na Assembleia”. Outra lamentou que seja apenas um projeto eleitoral: “Não que não me interesse, mas gostei mais das suas fotos”, escreveu.

O advogado eleitoral Ludgero Liberato diz que a pré-campanha nesse tipo de aplicativo deve ser tratada como qualquer outra rede social. “Desde que esteja claro para qual finalidade o perfil está sendo usado, não há impedimento legal. Esse período funciona como uma aproximação entre pré-candidatos e eleitores, mesmo que em uma rede social mais alternativa.”

A reportagem completa você lê no jornal A Tribuna deste domingo (22). 

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