O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) criticou a suposta parcialidade do Ministro da Justiça e Segurança Pública, o ex-juiz Sérgio Moro, por conta das conversas publicadas pelo site The Intercept Brasil, sobre as investigações da Operação Lava a Jato. Contarato defendeu o trabalho da operação, mas questionou a parcialidade do ex-juiz.
O capixaba, que é delegado licenciado da Polícia Civil, questionou ao ministro se ele seria a favor de utilizar provas ilícitas em processos criminais, como defendeu Moro no pacote das dez medidas de combate à corrupção apresentado pelo Ministério Público Federal.
“Apoio a Lava a Jato, mas os fins não justificam os meios. “Não desmereço o mérito da Lava a Jato, mas não podemos rasgar, violar, princípios que fortalecem a democracia, que enaltecem o Estado Democrático de Direito, em nome de um comportamento que, na minha humilde opinião, violou o princípio entre as partes”, disse o capixaba.
“Me espanta falar em mérito da operação Lava a Jato”, retrucou o ministro ao parlamentares. “Pelo que entendi da sua fala, o senhor defende a anulação de tudo então, todas as denúncias condenações, devolver o dinheiro para Renato Duque, Paulo Roberto Costa… (diretores da Petrobras condenados na Lava Jato)”, afirmou o ministro.
Contarato rebateu e afirmou que Moro estava colocando palavras na sua boca.
Para o senador, o comportamento de Sérgio Moro e do procurador Deltan Dallagnol violou o que há de mais “sagrado no processo penal”: a isonomia e o tratamento igual entre as partes.
“Se eu tivesse contato por WhatsApp com advogado de contra quem instaurei inquérito, acho que sairia preso da delegacia do qual era titular. O juiz está para o processo assim como o delegado para o inquérito”, afirmou.
