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Política

Audiência Pública vai discutir a mudança do nome da Avenida Dante Michelini

Moradores de Vitória poderão opinar na proposta que pode trocar o nome avenida na Praia de Camburi

Audiência foi aprovada nesta segunda-feira
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Weslei Radavelli

Formado em Jornalismo pela Faesa de Vitória, em 2007, foi repórter de A Tribuna e passou por veículos de comunicação no Espírito Santo e no Rio de Janeiro. Atualmente é editor de conteúdo do Tribuna Online.

Última atualização



A Câmara de Vitória aprovou – nesta segunda-feira (09) – a realização de uma Audiência Pública para discutir a mudança de nome da Avenida Dante Michelini para Avenida Governador Gerson Camata. A audiência será realizada no dia 26 de fevereiro, às 16 horas, no Plenário da Câmara.

Em plenário, a medida foi alvo de críticas por parte de aliados e oposição. Parte dos vereadores, dentre eles as vereadoras Karla Coser (PT) e Ana Paula (PSOL) defenderam a mudança de nome para Avenida Araceli, como forma de homenagear à menina.

Já o vereador Luiz Emanuel Zoain, criticou a retirada do nome de Dante Michelini, alegando a alteração poderia afetar a vida de todos os moradores, empresários e comerciantes da via, uma vez que geraria uma série de transtornos burocráticos.

Esta não é a primeira vez que a proposta está sendo debatida. Em 2017, o então vereador Vinícius Simões aprovou um projeto de sua autoria para a alteração no nome. No entanto, o projeto foi vetado pelo então prefeito Luciano Rezende. A Câmara, na sequência, manteve o veto, encerrando a discussão.



Entenda o caso

A proposta da mudança de nome da Avenida Dante Michelini foi apresentada – na última semana – pelo vereador Armandinho Fontoura (PL), por meio do PL nº 27/2026, que propõe alterar o nome da principal via da orla de Camburi. A medida visa revogar a legislação de 1967 e rebatizar o local com o nome de uma figura histórica da política do Espírito Santo.

Em seu projeto, o vereador justifica que a retirada do nome atual toca em uma ferida profunda da sociedade: o Caso Araceli. O parlamentar argumenta que o neto de Dante Michelini, que dá nome à via, foi um dos acusados pelo assassinato da menina em 1973, crime que se tornou símbolo de impunidade no país. Dante Brito Michelini, no entanto, foi inocentado do crime.

Na última semana, quase 53 anos depois, Dante Brito foi encontrado morto em seu sítio em Meaípe, Guarapari. O corpo foi decapitado e incendiado. Até o momento, ninguém foi preso.



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