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Política

Bate-boca e ameaça de agressão no MDB

A guerra interna do MDB estadual segue firme. Após o conflito entre dois editais que definiriam a realização de eleições para a presidência do ...

O deputado José Esmeraldo é um dos candidatos que concorrem ao cargo de presidente do partido na capital

Última atualização

A guerra interna do MDB estadual segue firme. Após o conflito entre dois editais que definiriam a realização de eleições para a presidência do partido, publicados esta semana, o clima na sede do partido ficou quente na tarde desta quinta-feira (21), com direito a muito bate-boca e ameaças de agressões de ambos os lados na disputa.

O deputado estadual José Esmeraldo, que foi designado por ordem judicial como responsável pela realização da convenção regional, esteve na sede do partido para retirar o edital publicado pelo grupo do atual presidente, Lelo Coimbra.

Pouco tempo depois, o advogado de Lelo, Sirlei de Almeida, bateu boca com o advogado de Esmeraldo, Luciano Ceotto. Os dois quase se agrediram fisicamente.

Um vídeo que ganhou as redes sociais mostra a discussão dos advogados. Em um trecho, Sirlei de Almeida questiona Luciano Ceotto quanto a sua citação na Lava a Jato. Ceotto rebateu e chamou Sirlei de “mentiroso e caluniador”. A partir deste momento, os advogados quase teriam entrado em confronto físico.

Sirlei de Almeida afirmou que a ação do grupo de José Esmeraldo foi realizada com truculência. Ele detalhou que o documento da Comissão Provisória foi amassado e jogado no lixo.

“Invadiram o partido com truculência e desaforo. Quase chamei a polícia, mas não fiz em respeito a Marcelino Fraga, o único ponderado na situação. Esmeraldo age como se fosse dono do partido. Quem comanda aqui é o presidente, e não ele ou a Justiça”, afirmou Sirlei.

O advogado acrescentou que o partido entrará com uma ação no Tribunal na Justiça para rever a decisão que deu a José Esmeraldo poderes para organizar as eleições. O conflito registrado em vídeo, entre Ceotto e Sirlei, ocorreu durante a tarde desta quinta-feira. Sirlei afirma que Luciano Ceotto estava desequilibrado, e apenas rebateu.

“Eu vi funcionários chorando por conta do que aconteceu aqui”, afirmou. De acordo com Ceotto, nada do que Sirlei diz é verdade, e toda a situação foi premeditada para tumultuar o processo eleitoral do partido e sujar a honra tanto dele quanto de seu representado.

“Você já viu alguma discussão filmada que não tivesse sido premeditada? É claro que foi algo armado para causar confusão. Eles não estão aceitando algo que a Justiça determinou e aí partem para o pessoal, falando da Lava a Jato, me caluniando, me difamando. É um absurdo tudo isso. Tenho testemunhas de que não ofendi qualquer funcionário, pode perguntar aos próprios, inclusive. É uma tentativa de manchar a nossa honra, é estúpido. Ninguém agrediu ninguém”, declarou Ceotto.

Os funcionários do MDB-ES presentes durante a briga declararam que não iriam se manifestar publicamente sobre o acontecimento. A funcionária que Sirlei havia citado que havia chorado por conta da confusão não quis comentar a respeito.

Até o momento, as eleições seguirão a determinação judicial e o edital publicado por José Esmeraldo. O pleito está marcado para o dia 29, das 10h às 15h, na Assembléia Legislativa.

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