
A assinatura da compra é da diretora administrativa da Câmara de Anchieta e datada de 5 de outubro deste ano.
A quantia foi paga a um supermercado que fica no bairro Justiça, na própria cidade. A reportagem teve acesso à nota fiscal da compra, que sinaliza a modalidade “compra direta”.
A compra virou assunto da sessão ordinária da Câmara de Vereadores nesta semana.
“Nós acreditamos que isso é uma aberração, é algo que não tem uma sintonia que merece. Que o senhor (presidente da Casa) possa explicar a cada vereador e cidadão, por que comprar uma tonelada de açúcar. Qual é o objetivo? Está na validade? A Casa está funcionando com todos servidores? Será que este açúcar não vencerá? Eu não consigo entender como o senhor no final de sua gestão tem uma atitude desta”, disparou o vereador Professor Robinho (Avante).
Ele foi acompanhado pelo vereador Geovane Meneguelle (Avante): “A Câmara não está funcionando, não temos funcionários trabalhando. O café, o senhor já cortou há muito tempo nos gabinetes, não há necessidade de comprar açúcar. Agora acontece a compra de uma tonelada?”, questionou.
“Gostaria que o senhor de forma oficial pudesse explicar na sessão extraordinária desta sexta-feira (amanhã) porque senão esta sessão extraordinária vai tomar outro rumo. É muito grave o que o vereador Professor Robinho trouxe para o plenário”, continuou.
As sessões estão acontecendo de forma remota na Câmara de Anchieta. O presidente da Casa, Cleber Pombo, é do PSD, e, na ocasião, não detalhou as razões da compra.
Consumo de 150 kg ao mês, diz presidente da Casa

Questionado, então, sobre a pandemia – e o trabalho remoto – que deixou a Câmara “mais vazia”, disse que não dava para saber “quando a pandemia ia acabar”.
Cleber ressaltou que o açúcar tem validade para 24 meses e vencerá em agosto de 2022. E que o pedido inicial previa 40 sacos a mais – que não foram comprados.
Ele também disse que a compra do açúcar foi feita dentro dos trâmites legais.
O vereador destacou ainda que “é simples observar através do Portal da Transparência que a compra em 2018 foi de 250 pacotes de 5 kg de açúcar”.