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BRASÍLIA

Congresso Nacional vai votar legalização de jogos de azar na semana que vem

Líderes do Centrão buscam um acordo para a apreciação do texto. Bolsonaro diz ser contra, assim como a bancada evangélica

Lira e Barros vão discutir com os deputados. A decisão final deve ser tomada na reunião de líderes de hoje

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O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o líder do governo na Casa, Ricardo Barros (PP-PR), passaram os últimos dias trabalhando ativamente em busca de um acordo para votar na semana que vem o projeto que libera os jogos no País.

Em reunião com o relator da proposta, deputado Felipe Carreras (PSB-PE), Lira reafirmou o compromisso de levar o projeto ao plenário até o fim deste mês. O martelo, contudo, deverá ser batido na reunião de líderes de hoje. Na ocasião, devem ser apresentadas sugestões de alteração ao texto.

Nem mesmo o posicionamento do presidente Jair Bolsonaro (PL), que já declarou que vetará a legalização dos jogos, caso seja aprovada pelo Congresso, desestimulou as articulações dos caciques do Centrão, base de sustentação do governo e onde estão os principais entusiastas da proposta.

“Dá para votar na semana que vem. Esse não é um projeto do governo, que inclusive já se manifestou contra, mas do Congresso”,  afirmou Barros.

Lira tem procurado lideranças para avaliar se há clima para a deliberação ocorrer nos próximos dias. Aliados do Presidente buscam consenso para que a proposta seja votada na semana que vem. A ideia é aproveitar enquanto as sessões ainda ocorrem em sistema remoto, o que facilitaria a aprovação por garantir um quórum maior.

A principal resistência à proposta vem da bancada evangélica, razão pela qual Bolsonaro está convencido a vetá-la, já que os religiosos integram sua base mais fiel.

A avaliação de membros do Centrão é que esse grupo de deputados não apoiará o projeto em nenhuma hipótese. Além disso, o fato de a urgência ter sido aprovada com 293 votos favoráveis indica que a bancada evangélica não tem força suficiente para obstruir a votação.

Os evangélicos tentam convencer Lira a deixar a deliberação pelo menos a partir de março, quando eles poderiam se organizar melhor no sistema presencial. O deputado Marco Feliciano (PL-SP) disse que, se o projeto passar, conta com o veto de Bolsonaro:

“Torço para essa articulação não vingar, e, se vingar, que o Presidente Arthur convoque para votação presencial todos os deputados. Vamos derrubar o PL. Caso passe, contarei com a palavra do presidente Bolsonaro que prometeu vetar”, disse.

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