O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) rebateu a crítica da deputada federal e líder do Governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), sobre a decisão judicial que proibiu a remoção de 8 mil radares em rodovias federais e aplicação de multa de R$ 50 mil, por dia, em caso de descumprimento da ordem.
Em suas redes sociais, a parlamentar se manifestou na tarde desta sexta-feira (12), contrária à decisão expedida na última quarta-feira (10), pela juíza da 5ª Vara Federal de Brasília, Diana Wanderlei. A ação que provocou a decisão da juíza foi movida pelo senador capixaba.
“Como o Judiciário emperra o Brasil! A ação foi proposta pelo senador Fabiano Contarato, do partido Rede, e ainda cabe recurso”, escreveu a deputada em suas redes sociais, compartilhando a notícia sobre a decisão judicial que impediu a remoção dos radares.
Contarato, em nota, afirmou que defende a vida e o bem-estar das pessoas. O senador ainda lembrou que, no primeiro semestre de 2018, o Brasil perdeu 19,3 mil vidas e 20 mil pessoas sofreram invalidez permanente por conta dos acidentes de trânsito.
“Calculado pelo Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (Escola Nacional de Seguros), o prejuízo decorrente dessas mortes e dos casos de invalidez permanente somou R$ 96,5 bilhões. Ressalto: isso em um semestre! Já a dor das famílias, evidentemente, não pôde ser calculada. O bem maior, a vida, não tem preço. Ainda assim, a deputada Joice Hasselmann defende o cancelamento da instalação de 8 mil radares eletrônicos em rodovias federais, alegando que custarão R$ 1 bilhão, em 5 anos”, afirmou Contarato.
Relembre
Durante viagem a Israel, em 31 de março deste ano, o presidente Jair Bolsonaro publicou na rede social Twitter que havia suspendido a instalação de mais de 8 mil radares nas rodovias federais do Brasil e que os contratos de outros seriam revistos para saber a real necessidade dos equipamentos.
“Sabemos que a grande maioria destes tem o único intuito de retomo financeiro ao estado”, disse trecho da mensagem postada.
Dias depois, em audiência na Câmara dos Deputados, o ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, esclareceu que o goerno não iria acabar com os radares, mas que eles só serão mantidos em locais perigosos.
No entanto, na última quarta-feira, a juíza da 5ª Vara Federal de Brasília, Diana Wanderlei, proibiu o governo de remover os radares e determinou ainda, em cárater de urgência, a renovação dos contratos com as concessionárias para que os equipamentos já instalados sejam mantidos. A decisão ainda cabe recurso, mas, em caso de descumprimento, a multa estabelcida é de R$ 50 mil, por dia.