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Política

Cristovam Buarque defende votação fatiada de cassação e direitos políticos de Cunha

Senador Cristovam Buarque. Foto: Reprodução / Agência Senado. O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) afirmou em entrevista ao programa Radioatividade ...

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Senador Cristovam Buarque. Foto: Reprodução / Agência Senado. Senador Cristovam Buarque. Foto: Reprodução / Agência Senado.

O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) afirmou em entrevista ao programa Radioatividade da Jovem Pan nesta sexta-feira, 2, que seus votos durante o impeachment de Dilma Rousseff (PT) estão lhe “custando muito” politicamente.

“Eu tinha perdido metade dos meus eleitores porque votei pelo impeachment; agora perdi a outra metade porque votei para que a Dilma vá embora para casa, sim, porque ela iria destruir o Brasil, mas que, se daqui a dois anos os gaúchos quiserem elegê-la, elejam”, disse.

No entanto, o senador destaca que sua posição é “muita antiga”, pois “acho que a gente cassa o mandato, não cassa os direitos”. Ele ainda defende que a regra deve ser aplicada da mesma maneira para o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que terá sua cassação julgada pelo plenário da Câmara nos próximos dias.

“Eu acho que Eduardo Cunha já deveria ter sido cassado há muito tempo, já que os eleitores do Rio o elegeram e não deveriam ter eleito. Mas agora, se a gente cassar, não tem por que cassar o direito de o eleitor votar nele, não”,  disse.

Cunha também é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por denúncias de corrupção, lavagem de dinheiro, entre outros.

O senador se justifica argumentando que defende que “deputado e senador tem que cassar seus deputados e colegas quando ocorrem desvios éticos, mas eu não defendo cassar os direitos políticos. Eu defendo cassar o mandato. Você cassa o mandato, mas na próxima eleição deixa o eleitor decidir se quer ou não”.

Cristovam Buarque afirma também que “as pessoas querem vingança” contra Dilma e brincou com a possibilidade da ex-presidente arrumar um trabalho no serviço público. “O Brasil está tão carente de mão de obra. Ela tem experiência, deixa ela arranjar um emprego”, disse.

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