
Com um mandato de vereadora de Cariacica, ela foi escolhida para compor a chapa puro-sangue, ao lado de Renato Casagrande, que se elegeu ao Palácio Anchieta. “Sempre tratei da participação das mulheres na política e, no PSB Mulher, passei a falar sobre empoderamento. Esse trabalho me deu visibilidade”, explica. Inclusive, ela voltou a entoar com orgulho as rápidas palavras ditas durante a diplomação na Justiça Eleitoral, no último dia 19: “Dedico às mulheres negras e da periferia”.
Nascida em Duque de Caxias, Rio de Janeiro, Jacqueline chegou com a família ao Espírito Santo aos 12 anos, em 1986. Compraram um terreno em Flexal II, Cariacica, e construíram uma casa. “Era uma família de classe baixa. Meus pais trabalhavam como vendedores ambulantes, vendendo coisas de novelas, de Copa do Mundo, sombrinhas e brinquedos. Eu e minha irmã Andreia trabalhávamos como ascensoristas de elevador no antigo edifício da Justiça do Trabalho e conseguimos comprar o terreno”, conta.
Com a morte do pai, Paulo César Ribeiro, em 1994, ela passou a trabalhar com a mãe, Vera Lúcia, 73 anos, como vendedora no centro de Vitória, próximo ao Palácio da Fonte Grande, onde irá atuar a partir desta semana. “Trabalhávamos das 6h30 até a noite. Formamos uma associação para tratar com a prefeitura da revitalização do Centro”, conta.
Foi durante este movimento que conheceu o marido, Adilson Avelina, ex-vereador de Cariacica, e se firmaram como lideranças comunitárias do bairro Operário. “Ele tentou ser candidato em 2000. Conseguiu se eleger em 2008. Estávamos há 10 anos juntos. Avelina quis vir a prefeito e eu, vereadora. Ganhei em 2012, mas não concorri à reeleição. Fui cuidar da loja de peças de motos que abri lá em Marcílio de Noronha (Viana). Eu me filiei ao PSB em 2017, a convite de Renato (Casagrande)”, relembra a vice-governadora eleita.
Sobre o posto que assumirá, afirma: “É uma alegria e honra muito grande”.