A defesa do ex-ministro Antonio Pa

locci pediu o desbloqueio de R$ 79,3 mil da conta de sua empresa Projeto Consultoria Empresarial e Financeira. Palocci foi preso na Operação Omertà em setembro por suspeita de recebimento de R$ 128 milhões de propinas da Odebrecht. Além da conta de sua empresa, outras contas do ex-ministro.
Segundo os advogados de Palocci, o dinheiro confiscado seria destinado ao pagamento de despesas como impostos, salários e vale-transporte para os funcionários. “Ocorre que a continuidade das atividades da empresa de propriedade (de Palocci) depende do pagamento de diversas despesas operacionais, as quais seguem discriminadas em anexo, e que atingem o montante de R$ 79.358,42”, anotam os advogados de defesa.
Os advogados de Palocci pedem urgência ao juiz e sua autorização para o levantamento dos valores “necessário à sobrevivência da pessoa jurídica”.
O bloqueio das contas foi autorizado pelo juiz federal Sérgio Moro e alcançou R$ 30 milhões da empresa. Na decisão, o juiz destacou que a constrição recairia apenas sobre o saldo do dia constantes da conta corrente e/ou aplicações financeiras, “não impedindo, portanto, continuidade das atividades das empresas ou entidades”.
Palocci foi preso em regime temporário por cinco dias, mas sua prisão foi convertida em preventiva por Moro, na sexta-feira, 30.