Revelações do ex-presidente da Fecomércio do Rio de Janeiro, Orlando Diniz, teriam trazido à tona um esquema de desvio de R$ 151 milhões para diversos escritórios de advocacia.
Em acordo de delação premiada, o empresário detalhou como se aproximou de alguns políticos para tentar preservar o seu cargo na federação e vencer uma guerra judicial.
Em depoimentos gravados em vídeos, divulgados pela revista Veja, em sua versão online, Diniz afirma que procurou parlamentares em Brasília e pagou propinas. Entre eles, o ex-deputado federal capixaba, Lelo Coimbra (MDB), que teria recebido, segundo o empresário, R$ 1 milhão.
Orlando Diniz, afirmou que em meados de 2016, contou com a ajuda de um lobista em Brasília para se aproximar do então deputado Lelo, que era líder da maioria na Câmara e tinha estreitas ligações com o então ministro do Desenvolvimento Social do governo de Michel Temer, Osmar Terra.
Essa articulação política tinha como objetivo blindar Orlando Diniz no comando da Fecomércio carioca com a nomeação de uma pessoa de confiança para o conselho fiscal do Sesc Nacional.
O plano teria dado certo, e o empresário disse que a ajuda de Lelo Coimbra foi retribuída com R$ 1 milhão em espécie, transportados num avião fretado com destino a capital capixaba.
Indignação por conta de denúncia
Por nota, o ex-deputado federal Lelo Coimbra (MDB) disse que a acusação feita pelo delator foi recebida com indignação e repugnância. “A Procuradoria-Geral da República (PGR) já investigou o relato e o arquivou por absoluta falta de provas”.
O texto trouxe que lideranças respeitadas e honradas do Estado passaram por situações idênticas. “Se houvesse um mínimo de verdade em tais relatos, seria fácil de provar com os atuais instrumentos tecnológicos do Ministério Público”, destacou.
