A deputada Raquel Muniz (PSD-MG) e seu marido, o prefeito afastado de Montes Claros (MG), Ruy Muniz (PSB) são alvos de investigação do Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte apura a suspeita de que o casal comandava uma organização criminosa que cometeu crimes como sonegação fiscal, falsidade ideológica, estelionato, fraude contra credores e lavagem de dinheiro.
Raquel ganhou projeção nacional em abril deste ano, ao elogiar seu marido como exemplo de honestidade durante a sessão da Câmara que aprovou o avanço do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. Segundo ela, Muniz mostrava que “o Brasil tem jeito”.
Ele acabou preso um dia depois pela Polícia Federal sob suspeita de prejudicar o funcionamento de hospitais públicos da cidade para favorecer um hospital privado, que é gerido pela sua família. Atualmente, Muniz cumpre prisão domiciliar.

Segundo o Ministério Público Federal, foi descoberto um suposto esquema em que a Sociedade Educativa do Brasil (Soebras), entidade filantrópica comandada pela deputada e seu marido, não só tinha lucro como o distribuía a entidades presididas pela congressista.
A entidade controlada pelos investigados possui mais de 125 instituições de ensino e saúde, detentoras de certificados de benemerência que lhes conferem imunidade/isenção tributária.
O ministro Luís Roberto Barroso, relator do inquérito, já autorizou a quebra do sigilo fiscal das empresas componentes do grupo econômico controlado pelo casal. Ambos negam envolvimento com irregularidades