Um grupo de deputados que se autodenomina independentes na Assembleia conseguiu, como se diz na gíria do futebol, dar um “nó tático” no governo de Renato Casagrande (PSB), na sessão de ontem.
Com intuito de travar a votação de requerimentos de urgência de quatro propostas do Palácio Anchieta, o grupo cadastrou na segunda parte do expediente 14 pedidos de urgência de projetos deles na frente dos governamentais. O objetivo: dar uma demonstração de força do grupo.
Eles ainda fizeram questão de justificar seus votos, o que postergou ainda mais as apreciações. Conforme A Tribuna adiantou na última sexta-feira, pelo menos 12 independentes estão dispostos a atuar em bloco na Assembleia, o que pode causar dificuldades ao governo nas votações.
“A tática foi mais do que vitoriosa porque só no fim da sessão retiramos nossas urgências depois de negociarmos com o presidente Erick Musso (PRB). O governo sequer teve tempo e espaço para defesa de seus projetos”, disse Vandinho Leite (PSDB).
Além de Vandinho, que afirmou que a estratégia poderá ser repetida nas próximas sessões, atuaram em conjunto Alexandre Xambinho (Rede), Capitão Assumção (PSL), Carlos Von (Avante), Danilo Bahiense (PSL), Hudson Leal (PRB), Lorenzo Pazolini (sem partido), Marcos Mansur (PSDB), Rafael Favatto (Patriota) e Torino Marques (PSL).
Em números, os independentes ainda não fazem frente em votações de maioria simples. Dos requerimentos de urgência dos independentes que foram apreciados (quatro), o placar se repetiu por 17 votos a 10 a favor do governo. Dos quatro próprios, o governo aprovou todos.
Para o líder do governo na Casa, Enivaldo dos Anjos (PSD), a estratégia dos independentes “faz parte do clássico, da disputa”, disse.
