Dez dos presos da operação Boca Livre, iniciada pela Polícia Federal na terça-feira (28), foram soltos na madrugada deste domingo (3). Os investigadores apuram desvios de recursos na Lei Rouanet, de incentivo à cultura.
Permanecem na sede da PF em São Paulo, na Lapa, apenas Antonio Carlos Bellini, presidente do Grupo Bellini Cultural, e seus filhos Felipe Amorim e Bruno Amorim.
Umas das presas, que não teve a identidade revelada, já havia sido solta na sexta-feira (1º). Os demais detidos foram liberados por volta da meia-noite de domingo, após a expiração do prazo de prisão temporária de cinco dias.

O Grupo Bellini Cultural, que atua há 20 anos no mercado, é, conforme a investigação, o principal operador do esquema. Antonio Carlos Bellini Amorim e sua mulher, Tânia Regina Guertas, que também foi detida e está entre os liberados, são descritos pelos investigadores como líderes da organização criminosa.
Os filhos Bruno Amorim e Felipe Amorim e a irmã de Bellini Zuleica Amorim também são acusados de pertencer à quadrilha. Felipe teria pagado seu casamento com recursos desviados da Lei Rouanet. A festa de luxo aconteceu na praia de Jurerê Internacional, em Florianópolis. Segundo a PF, o grupo fraudava a Rouanet desde 2001.
Em âmbito federal, a PF estima que foram desviados R$ 180 milhões em dinheiro público, por meio de notas frias, superfaturamento, sonegação de impostos e contratação de serviços e produtos fictícios, entre outras fraudes.