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Política

Eleição de Associação de Moradores de Jardim da Penha pode parar na Justiça

A eleição para a Associação de Moradores de Jardim da Penha (Amjap), em Vitóra, pode parar na Justiça. É o que cogitam integrantes da Chapa 4 “Jardim ...

Vista aérea de Jardim da Penha

Última atualização

A eleição para a Associação de Moradores de Jardim da Penha (Amjap), em Vitóra, pode parar na Justiça. É o que cogitam integrantes da Chapa 4  “Jardim da Penha acima de tudo” – mais votada com 586 votos no pleito de sábado (21). O motivo: número de controle de secretarias dentro da Associação.

Ao todo, quase 2 mil pessoas votaram na eleição de sábado. Foram 1.849 votos válidos e 4 nulos. O resultado foi: Chapa 1 com 550 votos; a Chapa 2 com 290 votos; Chapa 3 com 420 votos e Chapa 4 com 586 votos.

“A resolução estabelece que a Chapa 4 tem direito a quatro vagas, mas resolveram nos dar 3 vagas”, explica Luiz Emanuel Zouain em vídeo divulgado em uma rede social na noite de segunda (23).

E continua: “Nós vamos preparar uma representação na Justiça e no Ministério Público. A população de Jardim da Penha está sendo traída por uma composição fraudulenta”.

Vista aérea de Jardim da Penha (Foto: Adriano Horta / Arquivo AT)

Segundo o coordenador geral da Chapa 4 Dárcio Bracarense, o número de quatro cadeiras na Amjap atenderia o cálculo de proporcionalidade direta “utilizado na Academia e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”. 

Por esse cálculo, segundo Dárcio, a Chapa 4 teria direito a 4 secretárias; e não 3. “Vou dar entrada no Ministério Público pedindo que ele avalie as documentações. Se isso vai virar ação ou não, é outra coisa”, destacou o coordenador, que prometeu também apresentar outras irregularidades observadas ao longo do pleito. 

O coordenador geral da Chapa 2 – “Por Amor a Jardim da Penha” Angelo Delcaro alega que o cálculo do TSE apresentado pelos vencedores não valeria para a Associação de Moradores de Jardim da Penha.

“A comissão eleitoral alega que a Amjap é uma sociedade civil privada e que tem um regulamento próprio. Sendo assim, as regras do TSE não valeriam”, argumentou

Angelo, no entanto, confessa entender a tese dos vencedores. “O questionamento deles têm de ser apreciado também. Mas também acredito que tenha de ter razoabilidade e que sejam cumpridas as regras da Associação”, disse. 

Assim como Angelo e Dárcio, os representantes das duas outras chapas – Chapa 1 – “Jardim da Penha Quer +” e Chapa 3 – “A Chapa do Bairro: União, Compromisso e Trabalho” – foram procuradas pela reportagem na manhã desta terça-feira (24) para comentar o problema, mas não atenderam as ligações.

No fim de tudo, Dárcio Bracarense lamenta o caminho que a eleição tomou e torce por uma resolução positiva. “Acredito que se houvesse um pouco mais de observância por parte da comissão eleitoral isso poderia ter sido resolvido sem briga. O que foi feito no sábado não merece terminar dessa forma”, concluiu. 

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