
O primeiro-secretário da Câmara, deputado Beto Mansur (PRB-SP), anunciou nesta sexta-feira (8) que será candidato à presidência da Câmara. Ele é o quinto parlamentar a divulgar que está na disputa.
Aliado de Cunha, o parlamentar, no entanto, ainda não protocolou a candidatura na Secretaria-Geral da Mesa da Câmara. A vaga foi aberta com a renúncia de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do cargo, na quinta-feira (7).
Até o início da tarde desta sexta, tinham formalizado inscrição para disputar o pleito os deputados Fausto Pinato (PP-SP), Carlos Gaguim (PTN-TO), Carlos Manato (SD-ES) e o ex-ministro da Saúde Marcelo Castro (PMDB-PI).
Data
A data da escolha do novo presidente da Câmara dos Deputados voltou a ser 14 de julho, diferentemente do que foi anunciado pelo Colégio de Líderes na noite de quinta.
A quinta-feira (14) foi a escolha do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), no início da tarde, antes das lideranças se reunirem e pouco tempo depois que Eduardo Cunha (PMDB-RJ) anunciou que estava deixando o cargo. “Já tinha tomado a decisão de fazer na quinta e assim será”, reiterou nesta sexta, ao entrar em seu gabinete.
A decisão dos líderes criou impasse sobre a data, mas também acabou provocando a exoneração do Secretário Geral da Mesa (SGM) da Câmara, Silvio Avelino, que participou da conversa entre os parlamentares. Funcionário da Casa, Avelino ,que já comandou por 15 anos o Departamento de Comissões da Câmara, chegou à SGM com a eleição de Cunha. Maranhão não respondeu se já tem um novo nome. Avelino explicou que foi chamado no começo da manhã na sala do presidente para ouvir a decisão.
Argumentação
“Ele é o presidente. Só me resta acatar a decisão e esperar uma lotação na Casa”, disse. Na conversa, Maranhão declarou desconforto com a permanência de Silvio Avelino na secretaria e explicou que a Câmara passa por um momento mais político do que técnico. A respeito da reunião, Avelino afirmou que o Colégio de Líderes é um órgão regimental que “fez o que deveria ter feito. Convocou uma sessão extraordinária que é de sua competência, independente do presidente”, disse.