O empresário Flávio Rocha (PRB), dono da Riachuelo, desistiu de ser candidato à Presidência. O movimento abre espaço para que o seu partido, o PRB, declare apoio a outro candidato na corrida ao Planalto.
A sigla faz parte do grupo que discute se sela uma aliança com Ciro Gomes (PDT) ou com Geraldo Alckmin (PSDB), mas o PRB pende para um apoio ao presidenciável tucano.
Aliados de Rocha dizem que a retirada será justificada como um gesto a favor do país e contra “o flerte com os extremos”. O PRB deve fazer um apelo pela união das forças de centro em torno de um único projeto.
Ao abandonar a candidatura, Flávio Rocha dirá que abre espaço para o diálogo sobre a construção de uma proposta “mais equilibrada para o Brasil”.
Neste sábado (14), os presidentes dos quatro partidos do centrão -PRB, DEM, PP e Solidariedade- se reúnem em São Paulo para definir o caminho do bloco.
Sem apoio
Flávio Rocha diz que não vai declarar apoio a ninguém, por enquanto, para a sucessão de Michel Temer. “O gigante ainda não acordou, os 98% que trabalham, que suam a camisa, pagam impostos e puxam a carruagem do governo ainda não acordaram”, afirma ele, que em três meses de pré-campanha não conseguiu passar de 1% da preferência do eleitorado, segundo o Datafolha.
“Lutamos o bom combate, mas não deu. Não vamos insistir numa luta quixotesca. Decidi então liberar o partido [para que apoie outro candidato]”, afirma.
“Eles [integrantes do PRB] foram super firmes, queriam manter a candidatura. Mas nós consideramos que era a hora de liberar o partido e de eu me ausentar”, afirma.
