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Política

“Foi um crime eleitoral”, diz presidente destituído do PTB-ES

Na tarde desta terça-feira (8), o grupo que até então presidia o partido no estado apareceu como destituído da função

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Rodrigo Péret

Formado em Jornalismo pela Faesa em 2017 e atualmente cursando o último período de Direito na Multivix Vitória, Rodrigo Péret está em A Tribuna desde 2019, onde atua como repórter de Política e Economia, ocasionalmente atuando como colunista de Plenário. Paralelamente, colabora para o portal Wrestlemaníacos, especializado em Pro-Wrestling, desde 2011.

Última atualização

O conflito entre a ex-presidente do PTB, Graciela Nienov, e a atual diretoria nacional do partido, teve repercussões no Estado. Na tarde desta terça-feira (8), o grupo que até então presidia o partido no estado  apareceu como destituído da função  no sistema da Justiça Eleitoral.   

 A decisão retirou o grupo liderado pelo então presidente regional da sigla, Bruno Lourenço, do comando do partido. No lugar, fica o grupo liderado pelo deputado estadual Adilson Espíndula, agora novo presidente estadual, e pelo vereador de Vitória, Anderson Goggi, que assume como secretário-geral.

Adilson, que já comandou o partido no passado, estava cotado para deixar o PTB durante a janela partidária. Já Goggi já havia admitido publicamente seu interesse em deixar a sigla pelas vias judiciais para não perder seu mandato na Câmara da capital. 

 Graciela foi afastada  da presidência nacional do partido após vazamento de um áudio onde ela realizava planos conspiratórios contra outros petebistas, incluindo o ex-presidente nacional do partido, Roberto Jefferson. 

O partido realizou eleições para definir a nova diretoria nacional no último dia 11, e o deputado estadual do Rio de Janeiro, Marcos Vinicius,  aliado de Jefferson, foi eleito. Ele já  foi confirmado como novo presidente pelo Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Edson Fachin. 

Após essa derrota, Graciela teria, segundo a diretoria destituída, se apossado das redes sociais do partido e alterado indevidamente o comando do partido no Estado no sistema da Justiça Eleitoral.

 ” O que aconteceu foi um crime eleitoral. Até sexta, tudo vai estar esclarecido. Eu estou em Brasília para resolver isso. Vou tomar medidas drásticas. Quem estiver envolvido aqui no Estado e for contra a  diretoria nacional vai sofrer sanções”, afirma Lourenço. 

A ação de Graciela não se limitou ao Estado, mas em pelo menos outros 11 estados e no Distrito Federal. O site oficial do PTB nacional chegou a ter de publicar nota no dia 23 de fevereiro desmentindo a destituição destes diretórios estaduais naquele período.

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