
O governo do Estado demitiu o assessor da Casa Civil Marcus Alves de Souza, acusado de ficar com parte do salário de Francisco Félix da Costa Netto, ex-funcionário da Assembleia Legislativa. A prática, conhecida como “rachid”, foi denunciada pelo próprio Francisco na Delegacia Patrimonial, em Vitória.
Francisco também acusa Marcus de tê-lo ameaçado. “Ele foi até a minha casa para pegar dinheiro. Como eu não tinha, ele me ameaçou. Armado, perguntou se eu não tinha medo da morte, enquanto estava ao lado de dois ‘capangas’”, disse.
O esquema entre os dois teria acontecido entre junho de 2016 e março deste ano, quando Francisco foi demitido. “O declarante sacava o montante de R$ 4 mil no banco, ficava com R$ 1 mil e entregava os outros R$ 3 mil a Marcus, o qual recebia o dinheiro dentro da Casa Civil”, apresenta a acusação.
Pouco antes da demissão, Francisco diz ter pego um empréstimo de R$ 35 mil que seria repassado a Marcus. “Depois de ser demitido, peguei o dinheiro e quitei a dívida. Mas, após isso, ele veio me cobrar. Como eu não tinha mais nada, ele me fez ir ao banco sacar R$ 7.500, que eram todas as minhas economias”, disse o denunciante.
Marcus Alves é ex-presidente estadual do PRP e pretende fundar um novo partido: a UDN. “Ele me obrigou a assinar uns papéis que me tornavam presidente do partido, colocou três linhas de telefone no meu nome. Depois da confusão, ele me obrigou a deixar o partido”, disse Francisco.
A denúncia foi feita na tarde de sexta-feira (11) e será investigada pelo delegado Fabiano Rosa. Na tarde dessa terça-feira (15), o delegado disse não ter muitas informações sobre o caso. No entanto, Rosa confirmou que esta foi a primeira denúncia de “rachid” feita este ano na delegacia.
Na tarde dessa terça, Marcus Alves foi à delegacia prestar depoimento. Na Casa Civil, o salário de Marcus chegava a R$ 9.507,69.
A reportagem completa você lê na edição desta quarta-feira (16) do jornal A Tribuna.
Giordany Bossato e Vitor Carletti