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Política

Governo está sem dinheiro e ministros estão apavorados, diz Bolsonaro

Questionado a respeito do corte de verbas anunciado para o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o CNPQ, o presidente Jair ...

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Questionado a respeito do corte de verbas anunciado para o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o CNPQ, o presidente Jair Bolsonaro declarou, nesta sexta-feira (16), que o Governo como um todo está sem dinheiro e que a redução dos orçamentos tem atingido todos os ministérios.

“Os ministros estão apavorados, nós estamos aqui tentando sobreviver. O Exército vai entrar em meio expediente, não tem comida para dar para o recruta, que é um filho de pobre. A situação em que nos encontramos é grave, não há maldade da minha parte. Não tem dinheiro. Só isso, mais nada”, declarou Bolsonaro.

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), já suspendeu milhares de bolsas de pesquisa, e com 20% a menos no orçamento só tem dinheiro para pagar as despesas até o mês que vem. Caso não chegue mais dinheiro, 80 mil bolsistas poderão ser prejudicados. Ao ser questionado sobre o corte de verbas do CNPQ, o presidente Jair Bolsonaro, disse nesta sexta-feira (16), que todos os ministérios estão sem dinheiro.

Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e Marcos Pontes,  novo presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), João Luiz Filgueiras de Azevedo.  (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil )O CNPQ é uma das agências de pesquisas mais importantes do país, e esse ano recebeu 330 milhões de reais a menos do que em 2018. Hernan Chaimovich, ex-presidente da agência, declarou que a situação é crítica:

“Pra quando tem que vir esse dinheiro? Bom, de preferência pra ontem. Mas se não vier no mês que vem, em setembro o CNPq pela primeira vez na história deixar de pagar bolsa”. O órgão oferece bolsas desde iniciação científica até pós-doutorado no exterior, para muitos é a única renda para se realizar as pesquisas.

Marcus Gregnani é doutorando da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), estuda doenças como obesidade e diabetes, e recebe 2200 reais por mês na bolsa de doutorado em biologia molecular.

Marcus diz que sem o salário é muito difícil continuar as pequisas, já que seria necessário ir atrás de outras atividades para se manter. O CNPQ pediu um recurso adicional para manter as bolsas até o final do ano, mas o pedido passou pelo congresso e está parado na junta de execução orçamentária, sem prazo para liberação.

A comunidade científica vai entregar para o governo e o congresso um abaixo-assinado, que já tem 150 mil assinaturas, pedindo que liberem o dinheiro rápido.

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