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Política

Governo quer nova carteira de trabalho com menos direitos

Para impulsionar a geração de empregos no País, o plano de governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), prevê baratear o custo de admissão dos ...

Carteira de trabalho atual: novo modelo terá menos direitos trabalhistas

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Carteira de trabalho atual: novo modelo terá menos direitos trabalhistas (Foto: Arquivo / AT - 13/07/2017)Para impulsionar a geração de empregos no País, o plano de governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), prevê baratear o custo de admissão dos trabalhadores que ingressam no mercado.

Para isso, a cúpula do próximo governo pretende criar a chamada “Carteira de Trabalho Verde e Amarela”, com direitos trabalhistas reduzidos — ela não seria regida pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) — e voltada ao público-alvo composto por jovens de 20 a 25 anos de idade.

Pela Carteira Verde e Amarela, o trabalhador poderia, por exemplo, abrir mão da contribuição patronal para o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) — mantendo apenas o desconto como pessoa física para a Previdência — e de encargos referentes à Saúde, como o auxílio-doença.

Por outro lado, ele teria a liberdade para investir os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A ideia é combinar uma espécie de reforma trabalhista a ajustes na legislação do FGTS.

O programa de governo diz que a opção por uma das carteiras — a convencional, azul, e a nova, verde amarela — seria facultativa aos novos trabalhadores.

Entretanto, especialistas alertam que seria preciso alterar a Constituição, havendo ainda risco de criar duas categorias diferentes de trabalhadores no Brasil. Além disso, eles afirmam que há o risco de as empresas preferirem apenas quem porta a nova carteira, já que ela alcançaria menos direitos trabalhistas.

Segundo o economista Antônio Marcus Machado, a possível Carteira Verde e Amarela deverá ser uma adaptação brasileira de alguns modelos já vigentes na Europa e nos Estados Unidos, prevendo o modelo de produção peculiar que o País apresenta.

“Uma carteira que seja mais flexível e dinâmica certamente vai criar mais empregos. Um grande obstáculo para a criação de empregos no País é o alto custo de admissão e demissão de um trabalhador”, afirmou o economista.

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