
Um grupo separatista vem ganhando força nas redes sociais. O objetivo, segundo eles anunciam, é separar o Espírito Santo dos demais estados da Federação.
A página “O Espírito Santo é Meu País” no Facebook já foi curtida por mais de três mil pessoas. Lá, é possível encontrar até mesmo uma data de consulta pública para saber se a população é a favor da independência do Espírito Santo, que está marcada para 10 de março de 2018.

Os organizadores afirmam que têm seguidores em 20 municípios capixabas. Entre eles estão Venda Nova do Imigrante, Cachoeiro de Itapemirim, São Mateus, além de todas as cidades da Grande Vitória.
Entre as justificativas do grupo estão o fato de, em 2015, o Espírito Santo ter arrecadado cerca de 20 bilhões e recebido de investimentos somente R$ 6,61 bilhões. No entanto, o grupo não cita qual a fonte da informação.
O grupo determinou até mesmo questões sobre a permanência de pessoas de outros estados, fala em criar uma nova Constituição e um governo provisório que deve durar, no máximo, 18 meses.
“Nenhum imigrante proveniente de outro estado será deportado ou expulso. Quem reside em nosso estado terá direito de permanência garantido! Seja a dupla cidadania ou visto de permanência, o imigrante que vive aqui é importante para nós”, explica o site oficial separatista.
Apesar o entusiasmo do grupo, o doutor em Direito e juiz federal Américo Bedê Freire Júnior explica que a Constituição Nacional não permite tal separação.
“A Constituição proíbe esse tipo de manifestação. Se for pacífico não chega a ser um crime, mas perante a Constituição não é possível”, resumiu o juiz federal.
Quem também é contra a separação é a deputada estadual Luzia Toledo (PMDB). Ao menos nas redes sociais, ela é amiga de uma das organizadoras do grupo.
“Existe isso, é? Nem sabia. Mas é uma coisa que não tem o menor sentido, num estado democrático de direito. Estamos tentando sedimentar a democracia. Os eleitores escolheram quem eles quiseram e isso foi extremamente importante”, comentou a deputada, se mostrando contra a improvável mudança.
A reportagem completa você lê na edição desta segunda-feira (14) de A Tribuna.
Reportagem: Giordany Bossato