
A guerra do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), com o Judiciário teve mais um round nessa quinta-feira (27).
No momento em que ele comemorava a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavaski, de suspender a Operação Métis, cinco juízes de Minas Gerais, Pernambuco, Goiás, São Paulo e Mato Grosso do Sul protocolou representação no Conselho de Ética da Casa pedindo que o presidente do Senado seja julgado por quebra de decoro parlamentar.
A base da representação é o ataque adjetivado de Renan, que se referiu ao juiz Vallisney Oliveira, que autorizou a prisão dos agentes da Polícia Legislativa, como “juizeco”. Os juízes pertencem ao grupo “Magistratura Independente”, com 1.200 integrantes numa rede social.
O presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto de Souza (PMDB-MA), próximo de Renan na Casa, disse que vai decidir o que fazer depois que receber e ler a petição. O fato de ter como autores juízes, segundo João Alberto, não tem um peso maior.
Renan tenta emplacar dois nomes no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão responsável por fiscalizar a atuação de juízes. O Congresso tem direito a indicar dois integrantes do conselho.
Renan tem influência em nomes que disputam as duas vagas.