O desembargador federal do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) Paulo Espírito Santo revogou nesta quarta-feira, 6, a prisão domiciliar de Carlinhos Cachoeira, de Fernando Cavendish e de outros três presos na Operação Saqueador, que investiga o desvio de R$ 370 milhões em contratos de obras públicas.
A decisão do desembargador desta quarta reconsiderou a tomada pelo desembargador Ivan Athié, também do TRF2, na sexta-feira, 1, que converteu a prisão preventiva em domiciliar.
Com isso, os cinco presos na operação permanecerão no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. Espírito Santo, que é presidente da 1ª Turma Especializada do TRF2, deferiu o pedido do Ministério Público Federal (MPF), que recorreu do habeas corpus, “mantendo na íntegra a prisão preventiva”, dos suspeitos.
O pedido do MPF não chegou a ser analisado, pois Athié se declarou impedido para o caso, fazendo com que o caso fosse destinado a Espírito Santo, que reconheceu estar impedido de julgar o caso como relator do processo. Assim, coube a reapreciação da liminar, “como requerido pelo MPF, ante a redistribuição do feito para novo relator”.