A Justiça Federal determinou o desbloqueio da conta do PT na tarde desta terça-feira, 05. A conta havia sido bloqueada na investigação que apura supostos desvios em contratos de crédito consignado.
No entanto, o juiz federal Paulo Bueno de Azevedo, responsável pela Operação Custo Brasil, manteve o bloqueio de R$ 102,6 milhões do ex-ministro Paulo Bernardo e do ex-secretário do partido João Vaccari Neto.
A decisão do magistrado publicada em 27 de junho afirma que a conta “é a que recebe os recursos do Fundo Partidário, conforme certificado pelo Tribunal Superior Eleitoral”. “A princípio, a investigação não demonstrou nenhum uso ilícito da conta que recebe os valores referentes ao fundo partidário. Assim, além da impenhorabilidade, falta, ao menos por enquanto, justa causa do bloqueio.”
A investigação aponta que o PT e o ex-ministro foram beneficiados por desvios em contratos de crédito consignado geridos pela empresa Consist. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o esquema funcionou entre 2010 a 2015 e envolveu pessoas ligadas a funcionários e agentes públicos do Ministério do Planejamento.
A assessoria do PT informou que o partido não cometeu ilegalidades em suas contas. A defesa de Vaccari não atendeu, e em nota, Paulo Bernardo disse que “pedirá a revogação do bloqueio de bens, pois as suspeitas do Ministério Público são comprovadamente infundadas”.