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Política

Justiça manda prender dois juízes acusados de venda de sentença

A Justiça decretou a prisão dos juízes Alexandre Farina Lopes e Carlos Alexandre Gutmann, do Fórum da Serra, investigados por suposta venda de ...

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A Justiça decretou a prisão dos juízes Alexandre Farina Lopes e Carlos Alexandre Gutmann, do Fórum da Serra, investigados por suposta venda de sentença.

A Justiça decretou a prisão dos juízes Alexandre Farina Lopes e Carlos Alexandre Gutmann, do Fórum da Serra, investigados por suposta venda de sentença. (Foto: Montagem: Tribuna Online)

Em sessão no Tribunal de Justiça (TJ-ES) na tarde desta quinta-feira (29), os desembargadores decidiram pela prisão dos magistrados.

O Pleno do Tribunal decidiu por unanimidade pela prisão. Os juízes deverão ser presos ainda nesta quinta-feira (29) e deverão ficar na Sala de Estado Maior da Polícia Militar, no Quartel do Comando Geral (QCG).

A investigação teve início após terem sido encontradas mensagens trocadas entre Farina e o ex-policial civil Hilário Fiorot Antonio Frasson, acusado de ter mandado assassinar a médica Milena Gottardi, sua ex-mulher.

Nas conversas, eles negociavam o recebimento de vantagem indevida, intermediada por Hilário, para favorecer o empresário Eudes Cecato em um processo.

Além disso, o executor do assassinato de Milena, Dionathas Vieira, afirmou em depoimento que o plano de Hilário era que a médica fosse morta na Serra, onde o ex-policial teria um amigo juiz que poderia facilitar as ações no âmbito da Justiça e impedir que o grupo fosse investigado.

Farina e Gutmann já estavam afastados cautelarmente para evitar que os magistrados atrapalhassem a condução deste processo. O pedido de afastamento foi solicitado pelo Ministério Público Estadual (MP-ES).

Na época do afastamento, o advogado Rafael Lima, que defende Farina, disse que a decisão foi uma surpresa, “tendo em vista que o inquérito visa apurar fatos de 2017 e que, portanto, não possuem contemporaneidade para uma medida tão drástica como uma cautelar penal”.

Já o advogado Raphael Câmara, que defende Gutmann, disse na época do afastamento que: “O afastamento não é punição e não é reconhecimento de culpa. A defesa respeita a decisão do Tribunal de Justiça mas provará a inocência do magistrado muito em breve”.

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