
Integrantes da maior corrente interna do PT, a Construindo um Novo Brasil (CNB), articulam para conduzir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao comando do partido. A manobra abre caminho para a chamada “solução Lula” na presidência do partido, atualmente comandado por Rui Falcão.
Na terça-feira (24), em reunião em São Paulo, a Executiva Nacional da legenda decidiu adiar de dezembro deste ano para março de 2017 o Encontro Nacional Extraordinário, no qual deve ser discutida a abreviação do mandato da atual direção da sigla.
O objetivo é ganhar tempo para viabilização da proposta, e com isso, barrar o avanço das correntes de esquerda que se uniram no movimento Muda PT – que inclui parte significativa da bancada no Congresso –, e assim evitar um racha na sigla.
Lula está ciente da articulação, porém não disse ainda se aceitaria a indicação, segundo dirigentes petistas. Esta não é a primeira vez que o nome do líder máximo do PT surge como alternativa para presidir a sigla. Ele havia recusado nas outras vezes.
Alvo da Operação Lava Jato, o ex-presidente poderia exercer a direção do partido independentemente de decisões da Justiça. Ele teria também uma sólida agenda de repactuação do PT e estrutura material para viajar pelo Brasil em preparação para uma possível candidatura à Presidência da República em 2018.