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Política

Manifestantes fazem ato a favor de Bolsonaro em várias cidades do país

Manifestantes a favor do presidente Jair Bolsonaro saíram às ruas em várias cidades do país na manhã deste domingo (26). Há registros de atos em ...

O presidente Jair Bolsonaro participou de um culto na manhã deste domingo (26)

Última atualização

Manifestantes a favor do presidente Jair Bolsonaro saíram às ruas em várias cidades do país na manhã deste domingo (26). Há registros de atos em Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG) e em Salvador (BA). No Estado, apoiadores do governo do ex-capitão do Exército saem às ruas a partir das 14h.

O movimento de apoiadores capixabas terá início no posto Moby Dick, na Praia da Costa, em Vila Velha, de onde sairão para a Praça do Papa, em Vitória. O grupo pretende atravessar a Terceira Ponte. Segundo organizadores, mais de 350 cidades brasileiras devem registrar atos pró-Bolsonaro. 

O presidente Jair Bolsonaro participou de um culto na manhã deste domingo (26) (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)Na manhã deste domingo, o presidente participou de um culto na Igreja Batista Atitude, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro. Ele chegou acompanhado da primeira-dama, Michelle, que desenvolve projetos sociais com surdos na igreja. O presidente chegou ao salão do culto às 11h05.

Antes de chegarem à igreja, Bolsonaro e a mulher estavam na casa do casal no condomínio Vivendas da Barra, na Barra, também zona oeste, onde passaram à noite depois de participar do casamento do filho do presidente deputado Eduardo Bolsonaro e da psicóloga Heloísa Wolf, em Santa Teresa, região central do Rio.

Em Brasília, algumas centenas de pessoas se concentram na manhã deste domingo (26) em frente ao Congresso Nacional. Muitos dos apoiadores vestiam camisas da seleção brasileira e traziam cartazes em apoio à reforma da Previdência e ao projeto de lei de endurecimento de penas do ministro Sergio Moro, o chamado pacote anticrime.

O centrão também é um dos alvos dos manifestantes. De um dos carros de som em frente ao Congresso, um dos organizadores do ato gritou: “fora centrão, bando de ladrão.”

Outro manifestante trouxe uma faixa acusando o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de “boicote” às reformas do governo Bolsonaro. “Maia & centrão & esquerdistas & MBL boicotam as reformas de crescimento do Brasil”, diz a faixa.

Na capital mineira não foi diferente. Frases como “se gritar pega centrão, não fica um meu irmão”, “não é corte, é contingência”, “Brasil acima de tudo, STF abaixo de todos” e “respeitem meu presidente” são algumas que puderam ser lidas nas faixas exibidas na praça da Liberdade, em Belo Horizonte.

Manifestantes já enchiam o local antes mesmo do horário marcado para o protesto a favor do governo de Jair Bolsonaro (PSL).

Em um carro de som, um organizador diz que o ato começará às 10h30 e que os manifestantes farão uma contagem até 17. Na hora do 13 (número do PT), a ordem é que fiquem todos calados. Na hora do 17, os manifestantes soltarão balões verde e amarelo.

Camisetas do Brasil e com as cores verde e amarelo são a marca do protesto até aqui. As bandeiras do Brasil aparecem na forma tradicional, mas também estão sendo vendidas com escudos dos times de futebol Cruzeiro e Atlético-MG.

Em Salvador, a manifestação estava marcada para começar as 9h30 no Farol da Barra, no bairro da elite soteropolitana que ficou marcado como reduto bolsonarista, uma hora depois de começar, ato sequer havia preenchido totalmente o largo em frente a um dos cartões postais mais famosos da capital baiana.

Com a presença de um trio-elétrico, a manifestação começou com um culto evangélico “para espantar o mal do Brasil”, seguido de uma apresentação de pagode que tinha como refrão o verso “levanta, soldado, enfrenta o perigo, força capitão”, composta à época em que o então presidenciável levou uma facada.

Entre as principais bandeiras defendidas pelos manifestantes, estão a aprovação da reforma da previdência, dos pacotes anticrime e anti-corrupção do ministro Sérgio Moro, e da Medida Provisória 870, que pauta a Reforma Administrativa.

Também foi alvo dos manifestantes o “centrão” -bloco informal associado à “velha política”, que reúne cerca de 200 dos 513 deputados de partidos como PP, DEM, PRB, MDB e Solidariedade-, além os partidos de esquerda, sobretudo o PT.

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