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Política

Médico Nelson Teich será o novo Ministro da Saúde. Veja o perfil

O nome do sucessor de Luiz Herique Mandetta no Ministério da Saúde está definido: Nelson Teich. O médico oncologista, que também é empresário, vai ...

Nelson Teich

Última atualização

O nome do sucessor de Luiz Herique Mandetta no Ministério da Saúde está definido: Nelson Teich. O médico oncologista, que também é empresário, vai substituir o ortopedista no comando da pasta, em meio à pandemia do coronavírus.

Mandetta anunciou que foi demitido após uma reunião com o presidente Jair Bolsonaro, na tarde desta quinta-feira (16), no Palácio do Planalto.

Nelson Teich, que é formado na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), tem especialização em oncologia pelo Inca, MBA em Gestão de Saúde pela Coppe e mestrado em Economia na Universidade de York. É fundador da Centro de Oncologia Integrado, adquirido pela UnitedHealth.

Nelson Teich (Foto: Reprodução / Youtube)

Teich se reuniu com o presidente pela manhã desta quinta-feira, quando, segundo interlocutores do presidente, causou boa impressão. O médico foi consultor da área de saúde na campanha de Jair Bolsonaro, em 2018, e é fundador do Instituto COI, que realiza pesquisas sobre câncer.

Em seu currículo em redes sociais, o oncologista também registra ter atuado como consultor do secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Denizar Vianna, entre setembro do ano passado e março deste ano. Teich e Vianna foram sócios no Midi Instituto de Educação e Pesquisa, empresa fechada em fevereiro de 2019.

A escolha de Teich foi considerada internamente no governo como uma vitória do secretário de Comunicação da Presidência, Fabio Wajgarten, e do empresário bolsonarista Meyer Nigri, dono da Tecnisa. Os dois foram os principais apoiadores de seu nome para o cargo.

Teich teve o apoio da classe médica e contou a seu favor a boa relação com empresários do setor da saúde. O argumento pró-Teich no Ministério da Saúde é o de que ele trará dados para destravar debates “politizados” sobre a covid-19.

Em artigo publicado no dia 3 de abril em sua página no LinkedIn, o escolhido para a Saúde critica a discussão polarizada entre a saúde e a economia. “Esse tipo de problema é desastroso porque trata estratégias complementares e sinérgicas como se fossem antagônicas. A situação foi conduzida de uma forma inadequada, como se tivéssemos que fazer escolhas entre pessoas e dinheiro, entre pacientes e empresas, entre o bem e o mal”, afirma ele no texto.

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