O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça o ressarcimento de R$ 1,5 bilhão a Petrobras pelos danos causados com corrupção, referente à 23ª fase da Operação Lava Jato. Além da multa, o MPF solicitou a devolução de mais de R$ 790 milhões de produto do crime.
São réus desta fase o ex-marqueteiro do Partido dos Trabalhadores (PT) João Santana, a mulher dele Mônica Moura, o engenheiro Zwi Skornicki, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o ex-gerente da petrolífera Eduardo Musa e o ex-diretor da Sete Brasil João Ferraz. Apenas João Vaccari está preso no Complexo Médico-Penal, em Pinhais.
João Santana e Monica Moura foram denunciados pela força-tarefa da Lava Jato por receber 3 milhões de dólares de offshores ligadas à Odebrecht, entre 2012 e 2013, e 4,5 milhões do engenheiro Zwi Skornicki, entre 2013 e 2014. De acordo com investigadores, o dinheiro é oriundo de propina de contratos da estatal e da Sete Brasil, empresa criada para operação do pré-sal.
O pedido de ressarcimento de R$ 1,5 bilhão consta nas alegações finais do Ministério Público Federal apresentadas na terça-feira, 23, à Justiça Federal. Os procuradores afirmam no texto que o casal mentiu ao afirmar que não tinha conhecimento da origem do dinheiro, pois sabiam que o valor havia sido adquirido por corrupção.