O juiz Sérgio Moro aceitou a indicação do presidente Michel Temer como testemunha de defesa do ex-deputado Eduardo Cunha e determinou nessa segunda-feira (7) que ele seja oficiado para informar se prefere ser ouvido em audiência ou por escrito. O prazo para a resposta é de cinco dias.
Também na lista de 22 testemunhas de defesa de Cunha, está o ex-presidente Lula, que deverá ser ouvido por videoconferência.
Cunha é acusado de receber propina de um contrato fechado pela Petrobras e usar contas na Suíça para lavagem de dinheiro.
Moro marcou para dia 18 a audiência de duas testemunhas de acusação, o delator Eduardo Musa e o auditor da Petrobras Rafael da Silva. E agendou para dia 22 as primeiras audiências de testemunhas de defesa arroladas por Cunha.
Três delas são delatores da Lava a Jato: o ex-senador Delcídio Amaral, o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e o representante de empresa que pagou propinas a agentes da estatal, Hamylton Padilha. A quarta é o pecuarista José Carlos Bumlai, preso e já condenado.
O juiz negou pedido dos advogados de Cunha para ouvir três testemunhas de defesa residentes em Genebra, na Suíça. Moro determinou que, caso a defesa considere importante ouvi-las, deverá arcar com os custos de trazê-las ao Brasil ou colher depoimento por escrito e anexar ao processo.
A mulher de Cunha, Cláudia Cruz, será ouvida pela primeira vez por Moro no próximo dia 16, às 14 horas. Ela é acusada de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.