- Vitória, ES 24°C

Vitória 24°C

Anúncio
Política

OAB-ES põe sob suspeita reeleição de Erick Musso

Em uma reunião realizada na manhã de ontem, o Conselho da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Espírito Santo (OAB-ES), decidiu realizar um ...

José Carlos Rizk Filho, presidente da OAB, informou por nota que comissão vai avaliar decisão da Assembleia

Última atualização

José Carlos  Rizk Filho, presidente da OAB, informou por nota que comissão vai avaliar decisão da Assembleia (Foto: Beto Morais / AT - 09/11/2018)

Em uma reunião realizada na manhã de ontem, o Conselho da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Espírito Santo (OAB-ES), decidiu realizar um estudo sobre a eleição relâmpago da Mesa Diretora da Assembleia, na última quarta.

O atual presidente da Casa, Erick Musso (Republicanos), foi reeleito pela terceira vez, para o biênio de 2021 a 2023. Cinco deputados votaram contra e 24 foram favoráveis à reeleição. A votação ocorreu dois dias após a PEC que possibilitou a antecipação da votação ser aprovada na Assembleia.

Originalmente, a eleição estava marcada para acontecer em 1º de fevereiro de 2021. Um nota divulgada pela OAB-ES, que é presidida por José Carlos Rizk Filho, informou que decidiu solicitar à Comissão de Estudos Constitucionais um estudo sobre a legalidade da votação, que foi feita com mais de 400 dias de antecedência.

“A Ordem permanecerá vigilante e disposta a atuar, no limite de suas atribuições, para que o Espírito Santo siga trilhando pelos caminhos republicanos”, ressaltou a nota enviada pela assessoria.

Na próxima segunda-feira, o deputado Fabrício Gandini (Cidadania), vai entrar com uma ação na Justiça pedindo a anulação da eleição. A petição seria protocolizada ontem, mas os advogados do deputado decidiram adiar, pois ainda faltavam alguns documentos.

“Na segunda-feira, por volta do meio-dia, vamos entrar com a ação. Pela forma como essa votação foi conduzida, sem democracia, eu acredito muito que vamos conseguir a anulação”, afirmou Gandini.

Ele explicou que o deputado Marcelo Santos (PTD), que convocou a votação, deu apenas cinco minutos para que chapas alternativas pudessem ser formadas.

A ação escolhida foi um mandado de segurança, ingressada no Tribunal de Justiça do Estado. “É para garantir o direito de todos os componentes da Casa que quiserem participar da eleição. Vejo mais de um princípio constitucional ferido, como a publicidade”, afirmou a advogada responsável pela ação, Daiane Lopes.

Ela destacou que há precedentes em tribunais de outros estados. “São de fatos análogos. Teve uma Câmara que convocou votação em 24 horas e o tribunal anulou, porque achou o prazo curto”.

Presidente se mantém calado

Desde o dia em que foi reeleito, por antecipação de um ano e dois meses, para comandar a Assembleia Legislativa pelo período de fevereiro de 2021 a fevereiro de 2023, o presidente da Casa, Erick Musso, não atendeu às ligações da reportagem de A Tribuna.

Mesmo com o processo eleitoral sendo questionado por deputados e agora pela Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Espírito Santo (OAB-ES), Erick preferiu permanecer em silêncio.
Durante a tarde de ontem, a reportagem tentou contato por diversas vezes com o deputado, mas não obteve nenhuma resposta. A assessoria do presidente também permaneceu sem se pronunciar.

O deputado Marcelo Santos (PDT), que convocou a votação relâmpago na quarta-feira, também não atendeu às ligações.

Por meio de nota, o Ministério Público do Espírito Santo (MP-ES), informou que a alteração da Constituição Estadual e a reeleição de Erick são atribuições do Parlamento estadual. E que por esse motivo, em tese, não cabe atuação do MP-ES no caso.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.