O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) e a Polícia Federal deflagraram a Operação Endosso, nesta sexta-feira (19), com o objetivo de desarticular um suposto esquema de rachid praticado por um vereador de Vila Velha.
“Os elementos colhidos na investigação indicam que assessores devolviam parte da remuneração que recebiam da Câmara Municipal de Vila Velha para o vereador que os indicou”, explicou o MPES.
Os repasses seriam realizados por meio de saques de contas bancárias dos assessores acompanhados de depósitos em contas de terceiros, além de uma conta de uma empresa do vereador, segundo o Ministério Público.
Os investigados poderão responder pelos crimes de concussão e lavagem de dinheiro. As penas somadas poderão ser de quatro a 14 anos de reclusão.
De acordo com o Código Penal Brasileiro, o crime de concussão é “exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida”.
A operação contou com a participação de 20 policiais federais. Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em Vila Velha e Viana, nas residências dos investigados.
O MPES destacou que “a identidade dos envolvidos será preservada tendo em vista que as investigações continuam sob sigilo”.
O outro lado
A Câmara Municipal de Vila Velha informou na manhã desta sexta que, até o momento, não recebeu qualquer notificaçao ou requerimento de informação envolvendo qualquer irregularidade cometida por qualquer vereador da atual legislatura.
