Foi preso na sexta-feira (7), no município da Serra, o empresário Tassian Douglas Lovo, que teve a prisão temporária decretada na quarta fase da Operação Varredura, denominada “Eco do Inhambu”, e que estava foragido desde a última quinta-feira, quando foi deflagrada a operação.
A investigação apura a prática de corrupção ativa e passiva, peculato, formação de quadrilha, fraude a licitação e tráfico de influência em municípios capixabas, especialmente nas regiões Norte e Noroeste. Segundo o Ministério Público do Estado (MP-ES), as fraudes ocorriam em contratos de coleta e tratamento de lixo.
O empresário foi encaminhado para a Penitenciária Regional de Linhares (PRL). Outro empresário, que também teve a prisão temporária decretada, permanece foragido da Justiça.
Segundo as investigações, Tassian Lovo seria sócio da empresa Aliança Serviços e já foi denunciado pelo MP-ES, em setembro de 2017, após a primeira fase da Varredura. A defesa do empresário não quis se manifestar sobre a prisão dele.
Durante a Eco do Inhambu, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão na sede da prefeitura e da Secretaria de Meio Ambiente de Ecoporanga e na residência dos investigados no município e em São Gabriel. O MP-ES analisa documentos, celulares e computadores apreendidos.
A quarta fase foi deflagrada por meio do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco Norte) e da Promotoria de Justiça de Ecoporanga, com participação e apoio do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MP-ES.
A operação teve início em agosto de 2017. Nas três fases anteriores, os agentes do Gaeco cumpriram 24 mandados de busca e apreensão, sete conduções coercitivas e dois mandados de prisão preventiva.
As investigações ocorreram em nove municípios: Baixo Guandu, Colatina, Jaguaré, João Neiva, Montanha, Ponte Belo, São Gabriel da Palha, São Mateus e Vila Velha.
A Varredura já subsidiou a denúncia de 13 pessoas, incluindo um empresário, um secretário, um procurador municipal e outros cinco servidores de Ponto Belo. Um ex-secretário municipal de São Mateus e um empresário também foram denunciados.
Segundo o órgão ministerial, os empresários participaram de diversos processos licitatórios e contratações diretas no Norte e Noroeste do Estado, de forma direcionada e fraudulenta.
