As denúncias sobre o plano de saúde Prevent Senior de ocultar mortes de pacientes com covid que participaram de estudos com cloroquina repercutiram na CPI da Covid. As denúncias foram apresentadas pela TV Globonews, ontem, e senadores avaliaram medidas a serem adotadas.
Humberto Costa (PT-PE) sugeriu que sejam confrontados os dados dos documentos com o depoimento do executivo da operadora, Pedro Benedito Batista Júnior.

O depoimento de Batista Júnior estava previsto para ontem, mas o executivo faltou alegando que não conseguiria comparecer. Aziz remarcou para quarta-feira.
A Prevent Senior teria, segundo dossiê revelado pela Globonews, atuado para ocultar mortes de pacientes que participaram do estudo, e a pesquisa teria sido apoiada pelo presidente Jair Bolsonaro.
No documento à CPI, médicos e ex-médicos da Prevent denunciam irregularidades do estudo e dizem que a disseminação da cloroquina e outras medicações foi resultado de acordo entre governo e empresa.
Segundo a Globonews, um médico que trabalhava na Prevent e era próximo de seus diretores afirmou que o estudo foi manipulado para demonstrar a eficácia da cloroquina, e o resultado já estaria pronto bem antes da conclusão. A Prevent respondeu, por nota, que “sempre atuou dentro dos parâmetros éticos e legais e, sobretudo, com respeito aos beneficiários”.
A reportagem mostrou que a pesquisa começou a ser feita em 25 de março. Em mensagem, o diretor da Prevent, Fernando Oikawa, falou pela primeira vez do estudo e orientou os subordinados a não avisar os pacientes e familiares sobre o uso da medicação.
Dos nove pacientes que morreram, seis estavam no grupo que tomou hidroxicloroquina e azitromicina. Dois estavam no grupo que não ingeriu as medicações. Há um paciente cuja tabela não informa se ingeriu ou não a medicação.
Depois, Bolsonaro fez postagem no Twitter sobre o estudo. Citando a Prevent Senior, ele mencionou a ocorrência de cinco mortes entre pacientes que não tomaram cloroquina e nenhuma entre os que ingeriram as medicações.