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Política

Políticos do Estado condenam invasão de conversas no celular

Deputados e senadores do Espírito Santo condenaram a invasão de celulares para divulgar conversas entre o ex-juiz e atual ministro da Justiça e ...

Do Val, Lauriete e Contarato e outros políticos do Estado foram ouvidos por A Tribuna.

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Do Val, Lauriete e Contarato e outros políticos do Estado foram ouvidos por A Tribuna. (Foto: Reprodução/Facebook e Instagram)

Deputados e senadores do Espírito Santo condenaram a invasão de celulares para divulgar conversas entre o ex-juiz e atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e o coordenador da força-tarefa da Operação Lava a Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol em um aplicativo de mensagens. As conversas foram divulgadas na noite do último domingo (9), pelo site The Intercept Brasil.

Para a maioria dos congressistas capixabas ouvidos pela reportagem de A Tribuna, a invasão é ilegal e foi considerada um ato “gravíssimo” contra as autoridades. “É gravíssimo e muito preocupante o que aconteceu. Há uma clara tentativa de destruição do ministro Sérgio Moro e da Operação Lava a Jato”, afirmou o senador Marcos do Val (PPS).

“O que os hackers fizeram é crime, precisa ser apurado e punido”, disse o líder da bancada capixaba, Josias da Vitória (PPS). “Qualquer invasão de espaços privados merece ser julgada à luz da legislação vigente”, emendou o deputado federal Amaro Neto (PRB).

“Pelo que vem ocorrendo no País, é fato que estamos todos suscetíveis a esse tipo de ação criminosa e isso nos intranquiliza”, disse a deputada federal Soraya Manato (PSL).

“Trata-se de caso para Polícia Federal investigar. Já existem leis específicas para inibir crimes cibernéticos”, afirmou a deputada federal Lauriete (PR).

Alguns parlamentares acreditam que o teor das mensagens precisa ser apurado. “O conteúdo dos vazamentos precisa ser apurado, bem como a maneira com que os dados foram obtidos”, explicou o deputado federal Felipe Rigoni (PSB).

“Repudio vazamentos desse caráter, mas apoio a análise criteriosa das informações, bem como o convite dos envolvidos para prestarem os devidos esclarecimentos”, completou o senador Fabiano Contarato (Rede).

Para o deputado federal Helder Salomão (PT), a divulgação das conversas entre as autoridades é um ato que deve ser investigado, principalmente, segundo o petista, se tiverem sido obtidas de forma ilegal.

Mas, o parlamentar lembra que Moro e Dallagnol já estiveram do outro lado. “Foram eles que fizeram a escuta ilegal de Lula e Dilma (em 2016). Isso não é bom para a democracia, mas volto a dizer: o mau exemplo vem de cima”.

A deputada federal Norma Ayub (DEM) defende maior segurança cibernética. “Cabe aos provedores de comunicação, sistemas mais eficazes para a proteção do sigilo e proteção dos consumidores”.

Pensamento parecido tem o deputado federal Ted Conti (PSB). “A melhor forma de se proteger é não deixar mensagens armazenadas no telefone e utilizar programas que evitem a ação de hackers”, afirmou.

O que dizem os parlamentares capixabas

Felipe Rigoni (PSB): “O conteúdo dos vazamentos precisa ser apurado, bem como a maneira como os dados foram obtidos”.

Helder Salomão (PT): “Não sou favorável a isso. Não é bom para a democracia, mas volto a dizer que o mau exemplo vem de cima. Foram eles que divulgaram escutas entre Lula e Dilma (em 2016)”.

Soraya Manato (PSL): “Pelo que vem ocorrendo no País, é fato que estamos todos suscetíveis a esse tipo de ação criminosa e isso nos intranquiliza”.

Lauriete (PR): “Trata-se de caso para Polícia Federal investigar. Já existem leis específicas para inibir crimes cibernéticos”.

Ted Conti (PSB): “A melhor forma de se proteger é não deixar mensagens armazenadas no telefone e utilizar programas que evitem a ação de hackers”.

Amaro Neto (PRB): “Qualquer invasão de espaços privados merece ser julgada à luz da legislação vigente”.

Norma Ayub (DEM): “Cabe aos provedores de comunicação, sistemas mais eficazes para a proteção do sigilo e proteção dos consumidores”.

Josias da Vitória (PPS): “O que os hackers fizeram é crime, precisa ser apurado e punido. A prática precisa ser investigada. A lei deve ser aplicada a todos”.

Fabiano Contarato (Rede): “Repudio vazamentos desse caráter, mas apoio a análise criteriosa das informações, bem como o convite dos envolvidos para prestarem os devidos esclarecimentos”.

Marcos do Val (PPS): “É gravíssimo e muito preocupante o que aconteceu. Há uma clara tentativa de destruição do ministro Sérgio Moro e da Operação Lava a Jato”.

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