Deputados e senadores do Espírito Santo condenaram a invasão de celulares para divulgar conversas entre o ex-juiz e atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e o coordenador da força-tarefa da Operação Lava a Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol em um aplicativo de mensagens. As conversas foram divulgadas na noite do último domingo (9), pelo site The Intercept Brasil.
Para a maioria dos congressistas capixabas ouvidos pela reportagem de A Tribuna, a invasão é ilegal e foi considerada um ato “gravíssimo” contra as autoridades. “É gravíssimo e muito preocupante o que aconteceu. Há uma clara tentativa de destruição do ministro Sérgio Moro e da Operação Lava a Jato”, afirmou o senador Marcos do Val (PPS).
“O que os hackers fizeram é crime, precisa ser apurado e punido”, disse o líder da bancada capixaba, Josias da Vitória (PPS). “Qualquer invasão de espaços privados merece ser julgada à luz da legislação vigente”, emendou o deputado federal Amaro Neto (PRB).
“Pelo que vem ocorrendo no País, é fato que estamos todos suscetíveis a esse tipo de ação criminosa e isso nos intranquiliza”, disse a deputada federal Soraya Manato (PSL).
“Trata-se de caso para Polícia Federal investigar. Já existem leis específicas para inibir crimes cibernéticos”, afirmou a deputada federal Lauriete (PR).
Alguns parlamentares acreditam que o teor das mensagens precisa ser apurado. “O conteúdo dos vazamentos precisa ser apurado, bem como a maneira com que os dados foram obtidos”, explicou o deputado federal Felipe Rigoni (PSB).
“Repudio vazamentos desse caráter, mas apoio a análise criteriosa das informações, bem como o convite dos envolvidos para prestarem os devidos esclarecimentos”, completou o senador Fabiano Contarato (Rede).
Para o deputado federal Helder Salomão (PT), a divulgação das conversas entre as autoridades é um ato que deve ser investigado, principalmente, segundo o petista, se tiverem sido obtidas de forma ilegal.
Mas, o parlamentar lembra que Moro e Dallagnol já estiveram do outro lado. “Foram eles que fizeram a escuta ilegal de Lula e Dilma (em 2016). Isso não é bom para a democracia, mas volto a dizer: o mau exemplo vem de cima”.
A deputada federal Norma Ayub (DEM) defende maior segurança cibernética. “Cabe aos provedores de comunicação, sistemas mais eficazes para a proteção do sigilo e proteção dos consumidores”.
Pensamento parecido tem o deputado federal Ted Conti (PSB). “A melhor forma de se proteger é não deixar mensagens armazenadas no telefone e utilizar programas que evitem a ação de hackers”, afirmou.
O que dizem os parlamentares capixabas
Felipe Rigoni (PSB): “O conteúdo dos vazamentos precisa ser apurado, bem como a maneira como os dados foram obtidos”.
Helder Salomão (PT): “Não sou favorável a isso. Não é bom para a democracia, mas volto a dizer que o mau exemplo vem de cima. Foram eles que divulgaram escutas entre Lula e Dilma (em 2016)”.
Soraya Manato (PSL): “Pelo que vem ocorrendo no País, é fato que estamos todos suscetíveis a esse tipo de ação criminosa e isso nos intranquiliza”.
Lauriete (PR): “Trata-se de caso para Polícia Federal investigar. Já existem leis específicas para inibir crimes cibernéticos”.
Ted Conti (PSB): “A melhor forma de se proteger é não deixar mensagens armazenadas no telefone e utilizar programas que evitem a ação de hackers”.
Amaro Neto (PRB): “Qualquer invasão de espaços privados merece ser julgada à luz da legislação vigente”.
Norma Ayub (DEM): “Cabe aos provedores de comunicação, sistemas mais eficazes para a proteção do sigilo e proteção dos consumidores”.
Josias da Vitória (PPS): “O que os hackers fizeram é crime, precisa ser apurado e punido. A prática precisa ser investigada. A lei deve ser aplicada a todos”.
Fabiano Contarato (Rede): “Repudio vazamentos desse caráter, mas apoio a análise criteriosa das informações, bem como o convite dos envolvidos para prestarem os devidos esclarecimentos”.
Marcos do Val (PPS): “É gravíssimo e muito preocupante o que aconteceu. Há uma clara tentativa de destruição do ministro Sérgio Moro e da Operação Lava a Jato”.
