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Política

“Pra que quebrar meu sigilo bancário e fiscal? Bastava me pedir!”, diz Michelle

Ex-primeira dama sugeriu que ela e o marido sofrem perseguição política

Ex-primeira dama se pronunciou após a quebra do sigilo bancário e fiscal do ex-presidente Jair Bolsonaro

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Após o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizar a quebra do sigilo fiscal e bancário do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de Michelle Bolsonaro, a ex-primeira-dama disse que ela e o marido sofrem “perseguição política”.

“Pra que quebrar meu sigilo bancário e fiscal? Bastava me pedir! Quem não deve, não teme”, publicou ela em suas redes sociais, na manhã desta sexta (18).

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“Fica cada vez mais claro que essa perseguição política, cheia de malabarismo e inflamada pela mídia, tem como objetivo manchar o nome da minha família e tentar me fazer desistir. Não conseguirão. Estou em paz”, completou Michelle.

O objetivo da quebra do sigilo é saber se o dinheiro da venda das joias chegou até o ex-presidente. A medida foi solicitada pela Polícia Federal após a operação de sexta-feira passada (11), que mirou um esquema de desvio e venda no exterior dos bens dados de presente à Presidência da República em missões oficiais como os conjuntos de joias recebidos da Arábia Saudita.

A investigação mostra que o grupo do então presidente mandou para fora do país, a partir de viagens aos Estados Unidos em julho e em 30 de dezembro do ano passado com o avião presidencial, e tentou vender ao menos quatro conjuntos de presentes.

Uma vez nos EUA, afirma ainda o documento assinado por Moraes, “os referidos bens teriam sido encaminhados para lojas especializadas em venda e em leilão de objetos e joias de alto valor”.

Segundo a apuração, os valores obtidos dessas vendas foram convertidos em dinheiro e ingressaram no patrimônio pessoal dos investigados, sem utilização do sistema bancário formal, visando ocultar a origem, localização e propriedade dos valores.

A defesa de Bolsonaro afirmou na semana passada que o ex-presidente colocava sua movimentação bancária à disposição das autoridades e que ele “jamais apropriou-se ou desviou quaisquer bens públicos”.

Disse ainda, em nota, que ele “voluntariamente” pediu ao TCU em março deste ano a entrega de joias recebidas “até final decisão sobre seu tratamento, o que de fato foi feito”.






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