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Política

Prefeito de Marataízes paga fiança e é solto

O prefeito de Marataízes, no Sul do Estado, Robertino Batista da Silva, pagou fiança e foi solto. Ele havia sido preso na manhã desta quinta-feira ...

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O prefeito de Marataízes, no Sul do Estado, Robertino Batista da Silva, pagou fiança e foi solto. Ele havia sido preso na manhã desta quinta-feira (9) em operação do Ministério Público do Espírito Santo (MPES). Durante a busca e apreensão da Operação Rubi foi encontrada uma arma sem documentação na casa dele. 

No início da tarde desta quinta-feira, o prefeito publicou um vídeo de pouco mais de um minuto em seu perfil no Facebook. Nele, Robertino explicou os motivos que o levaram a ser preso horas antes. 

“Por volta das 6h da manhã, recebi a visita da Gaeco com um mandado de busca e apreensão deflagrado pelo Tribunal de Justiça onde expliquei aos policiais que tinha a posse de uma arma legal, porém sem registro”, explicou ele sobre o motivo que o fez ser preso. 

No mesmo vídeo, o prefeito também busca esclarecer o motivo de ter uma certa quantidade de dinheiro dentro da sua residência. “Um valor em dinheiro que eu declaro no Imposto de Renda. Afinal de contas, sou pequeno agricultor e tenho coisas a pagar. Então, tenho dinheiro em espécie comigo para fazer pequenos pagamentos”, justificou ele. 

Robertino Batista da Silva foi alvo da operação porque a empresa de limpeza pública investigada pelo MPES mantém contrato com o município. 

De acordo com o promotor Vitor Anhoque Cavalcanti, o prefeito é suspeito de praticar os mesmos crimes que a Operação Rubi desvendou em Presidente Kennedy. “Ele é suspeito de crime de corrupção passiva”, explicou.

O promotor de Justiça acredita que a dinâmica de pagamento de propina em Presidente Kennedy era o mesmo que acontecia em Marataízes. Ou seja, empresários faziam pagamentos mensais para ter contratos de licitações do município. 

Entenda o caso

Um empresário do ramo de limpeza urbana foi preso em flagrante durante a Operação Rubi, deflagrada na quarta-feira (8).

De acordo com a investigação, ele ia mensalmente à casa da prefeita de Presidente Kennedy, Amanda Quinta Rangel, que também foi presa acusada de receber propina.

O MPES afirma que Marcelo Marcondes Soares vinha do Rio de Janeiro, passava no banco, sacava dinheiro e efetuava pagamentos para a prefeita. Ele estava sendo monitorado desde segunda-feira (6), quando chegou no município.

A Operação Rubi foi baseada em informações de ex-funcionários da empresa de limpeza urbana. O promotor de Justiça Vitor Anhoque Cavalcanti acredita que desde o início do contrato essas transações aconteciam, apesar do Ministério Público ter acompanhado duas delas.

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