
Gussem foi enfático ao dizer que o Ministério Público e o Coaf agiram de acordo com a lei e defendeu que é preciso fortalecer os órgãos de controle no combate à corrupção.
Em entrevista à Record no domingo (20), Flávio Bolsonaro afirmou que está sendo perseguido e sugeriu que a tomada de depoimento pelo MP-RJ, à qual faltou, poderia ser uma “arapuca”.
Ainda que os deputados estejam sendo investigados na esfera cível, Gussem voltou a negar que também sejam oficialmente investigados na área criminal. Ele disse que o órgão não incluiu o nome dos parlamentares no rol de investigados para evitar uma exposição inconsequente.
“No primeiro momento não investigamos pessoas, investigamos fatos”, afirmou.
Questionado sobre os R$ 7 milhões que teriam sido movimentados em três anos por Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito, o procurador-geral disse que essa informação não faz parte da documentação sob a alçada do Ministério Público. A informação foi revelada pelo O Globo.
Gussem também criticou a Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) por o que considera uma “total falta de transparência”. Entre as críticas de Gussem, está a ausência de uma listagem dos servidores vinculados a cada gabinete.
A partir de pedido do MPF (Ministério Público Federal), que investigava fatos que culminaram na Operação Furna da Onça, deflagrada em novembro do ano passado, o Coaf produziu relatório sobre a movimentação financeira nos gabinetes da Alerj.
O material foi encaminhado ao Ministério Público estadual em janeiro de 2018 e ficou sob análise no laboratório de lavagem de dinheiro até maio do mesmo ano.
Em seguida, foi enviado para o Gaocrim (Grupo de Atribuição Originária em Matéria Criminal), grupo submetido ao procurador-geral de Justiça. Em julho, o órgão abriu as primeiras investigações criminais, entre elas a de Queiroz.