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Política

Sem acordo, vereadores não reduzem o salário em Vitória

Um mês após ser protocolado, o projeto propondo a redução em 30% dos salários dos vereadores de Vitória foi a plenário. Porém, nada de final feliz ...

Projeto não foi votado pelos vereadores na sessão de ontem (destaque), transmitida pela internet

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Projeto não foi votado pelos vereadores na sessão de ontem (destaque), transmitida pela internet (Foto: Reprodução / Facebook)

Um mês após ser protocolado, o projeto propondo a redução em 30% dos salários dos vereadores de Vitória foi a plenário. Porém, nada de final feliz para os moradores da capital, que poderiam ver o dinheiro investido no combate ao novo coronavírus, assim como previa a proposta.

Sob a alegação de inconstitucionalidade, o projeto foi devolvido a seu autor, o vereador Roberto Martins (Rede) e foi praticamente sepultado. Como explicou o parlamentar, a proposta só poderia ser reapresentada em 2021 e não se sabe como estará, até lá, a proliferação do coronavírus.

“Não há o que fazer. Não se pode apresentar projeto sobre o mesmo tema no mesmo ano”, afirmou.

Após polêmicas envolvendo a única sessão virtual realizada pela câmara durante a pandemia (no dia 7 de abril), a de ontem foi presencial, durou cerca de cinco horas e rendeu muito bate-boca.

Os principais embates foram entre Roberto Martins, oposição ao prefeito Luciano Rezende (Cidadania) e o vereador Leonil Dias, do mesmo partido do chefe do Executivo municipal.

Leonil acusou Martins de apresentar a proposta de redução dos salários com o objetivo de “jogar para a plateia” em ano eleitoral. “Não podemos deixar o anseio eleitoral entrar nesta casa e jogar para a plateia projetos politiqueiros e eleitoreiros”, disparou.

Martins respondeu após citação a projeto social e Leonil: “Eu sou absolutamente contra o populismo, quando você doa e vem aqui discursar que tem um programa social você está com uma atitude populista. Eu prefiro deixar o dinheiro em um caixa único da câmara para ela investir”.

Caso o projeto de redução dos salários fosse aprovado, a economia seria de R$ 40.348,05 mensais. Como cada vereador ganha R$ 8.966,26, a economia seria de R$ 2.689,87 por mês com cada um dos 15 parlamentares. Eles passariam a receber um salário de R$ 6.276,39.

Outro projeto, que pretendia reduzir o número de assessores nos gabinetes de 15 para 10, também foi debatido de forma acalorada ontem. Mas, com o prolongamento da sessão e a consequente falta de quórum, ele não foi a votação.

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