O Senado Federal decide nesta terça-feira (18) se mantém ou derruba o decreto das armas do presidente Jair Bolsonaro. Ele foi editado em janeiro com objetivo de flexibilizar o porte de armas de fogo. No entanto, quatro meses depois, a medida sofreu alterações. Uma delas foi o veto ao porte de fuzis para cidadãos comuns.
Armar a população não é um consenso dentro do Senado. Junto da oposição, existem também grupos e congressistas alinhados à direita e também aqueles que se dizem cidadãos comuns.
O cenário mais provável até o momento é de derrota para o governo. No entanto, a matéria não se encerra no Senado. Se for aprovado em plenário, o PDL (projeto de decreto legislativo), que tem como objetivo anular o decreto presidencial, será remetido à Câmara dos Deputados.
A Casa tem 81 cadeiras e, membros da oposição, acreditam que pelo metade dos senadores que as ocupam sejam contrários ao decreto das armas. Contudo, bolsonaristas ou aqueles que nutrem simpatia pela causa armamentistas tentarão convencer os colegas.
No meio disso tudo, Jair Bolsonaro voltou a utilizar o Twitter para defender o decreto. Na segunda-feira (17), ele publicou: “O povo deve ter o direito às armas para se defender daqueles que ousem tirar a sua liberdade.”
– O povo deve ter o direito às armas para se defender daqueles que ousem tirar a sua liberdade. pic.twitter.com/otCMoxDYr8
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro)
