
O Senado Federal pode desembolsar até R$ 201 mil em grades de proteção para construir um novo “muro do impeachment” na Esplanada dos Ministérios, neste mês. As grades que vão dividir o público contrário e favorável ao impedimento da presidente Dilma Rousseff.
Três contratos de aluguel foram assinados com empresas diferentes na terça-feira (2) e publicados no “Diário Oficial” na quinta-feira (4). Os documentos contêm a mesma descrição, mas a assessoria do Senado explicou que cada empresa fornece um tipo de alambrado diferente.
A assessoria de comunicação do Senado confirmou que os documentos se referem às grades que serão usadas durante as votações do processo de impeachment, mas ponderou que os contratos são apenas de autorização de gastos e têm vigência de um ano. Na prática, o Senado pode ou não usar todo o valor dos contratos e irá fazer os pagamentos aos poucos, conforme a necessidade de uso das grades.
Até o momento, o Senado confirmou pagamento apenas para a montagem da cerca para a votação da próxima terça-feira (9) que verifica se as acusações contra a presidente são procedentes, a chamada pronúncia do réu.
Caso os senadores decidam por prosseguir com o processo contra Dilma Rousseff, no fim de agosto será iniciado um julgamento que pode durar uma semana. Assim, novos pagamentos seriam realizados. A assessoria informou ainda que não serão feitos repasses antes que se confirme que haverá julgamento da presidente.