
Depois de mudanças em cargos atingirem alunos do escritor Olavo de Carvalho, Vélez passou a ser desgatado e teve que demitir seu secretário executivo, Luiz Antonio Tozi. Na sequência, não conseguiu nomear duas pessoas anunciadas: o assessor Rubens Barreto e a própria Ioelene.
Em carta, também publicada em sua conta pessoal no Twitter, Ioelene diz que “após uma semana de espera, recebi a informação que não faço mais parte do grupo do MEC”
Evangélica, ela foi anunciada pelo ministro também pelas redes sociais. Mas seu nome não agradou olavistas –que a viam ligada a Tozi– nem a bancada evangélica. Acabou rifada dentro do governo. “Não sei o que dizer, mas confio que Deus me guardará e guiará”, escreveu. Ela desejou boa sorte ao ministro e ao governo.
Além de Tozi, o ministro também foi forçado a se desfazer de um assessor próximo, o coronel Ricardo Roquetti.
De volta a Brasília, confirmo que Iolene Lima (@iolenemlima), da Secretaria de Educação Básica, assumirá a Secretaria Executiva do Ministério da Educação.
— Ricardo Vélez (@ricardovelez)
Agradeço ao coronel Ricardo Wagner Roquetti pelo seu desempenho como Assessor Especial, com o decidido apoio à gestão e preservação da lisura na administração dos recursos públicos. Nossa meta prioritária permanece a Lava Jato do MEC.
— Ricardo Vélez (@ricardovelez)
A ala militar tenta emplacar o ex-reitor da UnB Ivan Camargo no cargo. Seria uma forma de manter momentaneamente Vélez no cargo e garantir uma espécie de intervenção branca na pasta. A cada dia a permanência de Vélez como ministro se torna mais frágil. A definição de um substituto é o que mais dificultaria a decisão pela troca neste momento, segundo avaliação de membros do governo.