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Política

Vereadores mudam lei para evitar que vice-prefeito fique fora da cidade por mais de 15 dias

Após a polêmica envolvendo o então vice-prefeito de Água Doce do Norte, no Noroeste do Estado, Jacy Donato (PV), os vereadores da cidade aprovaram, ...

Jacy tem até dia 30 para apresentar defesa ao Ministério Público

Última atualização

Após a polêmica envolvendo o então vice-prefeito de Água Doce do Norte, no Noroeste do Estado, Jacy Donato (PV), os vereadores da cidade aprovaram, na noite de segunda-feira (10), a alteração na Lei Orgânica do município para cassar o mandato de prefeito e vice-prefeito que fiquem fora da cidade por mais de 15 dias sem apresentar justificativa à Câmara.

Jacy estava morando nos Estados Unidos e assumiu o cargo de prefeito depois que o titular da cadeira, Paulo Márcio Leite Ribeiro (PSB), morreu vítima da Covid-19, em julho.

Assim que o caso foi descoberto, os vereadores da cidade informaram que a Lei Orgânica de Água Doce do Norte era omissa e citava a cassação do mandato apenas no caso do prefeito se ausentar por período superior a 15 dias sem justificar o motivo.

Por essa razão, acrescentaram ao texto a extensão dessa punição também ao vice-prefeito da cidade. Após a aprovação do primeiro turno em julho, na noite de segunda, os parlamentares aprovaram a alteração do texto em segundo turno.

O vereador Arquimedes de Oliveira Silva (PEN) informou que a aprovação foi de maneira unânime. “Não sei se é bem uma correção histórica, mas são erros que aconteceram desde que a lei foi criada”, afirmou ele.

Já o vereador Alonso Cordeiro de Souza (PV) destacou que a mudança justa. “Isso já era para ter sido feito lá trás”, frisou.

O prefeito Jacy Donato esteve na Câmara e acompanhou a sessão, mas não comentou nada sobre o projeto. A reportagem também entrou em contato com ele, que pediu para retornar a ligação em 10 minutos. No entanto, ele não atendeu a ligação, após esse período.

Denúncia

O Ministério Público do Estado (MPES) ajuizou ação civil pública contra Jacy Donato, na última terça (4), por ato de improbidade administrativa.

De acordo com a denúncia apresentada pelo órgão de controle, registros da Polícia Federal indicam que ele se ausentou das funções para sair do País entre os dias 25 de agosto de 2018 e 13 de julho de 2020, quando retornou para comandar a cidade. De acordo com o órgão de controle, Jacy recebeu cerca de R$ 122 mil nesse período.

O prefeito vai responder por enriquecimento ilícito e atentado contra a administração pública, conforme pede a denúncia do MPES.
 

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