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Política

Vice-governador anuncia medidas para amenizar efeitos do tarifaço no ES

Ricardo Ferraço concedeu entrevista ao Tribuna Notícias 1ª edição, onde abordou o tema e detalhou reunião com produtores locais em comitê estadual

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Vitor Simões

Vitor Simões é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa, com experiência em assessoria de imprensa, produção de reportagens, cobertura de eventos e edição de conteúdo para portais online. Também atua na criação de conteúdo para mídias sociais e possui experiência em rádio.

Última atualização


Em razão do “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos ao Brasil, o Governo do Espírito Santo criou um comitê estadual para acompanhar os impactos da decisão no Estado, o Comitê de Enfrentamento das Consequências do Aumento das Tarifas de Importação (CETAX). A medida deve entrar em vigor nos próximos dias.

Nesta segunda-feira (29) foram realizadas a as duas primeiras rodadas de reuniões com a participação dos setores econômicos diretamente afetados pelas medidas anunciadas pelo governo norte-americano. Os encontros aconteceram no Palácio Fonte Grande, em Vitória.

O vice-governador do Estado, Ricardo Ferraço, esteve nos estúdios da TV Tribuna/Band nesta terça-feira para falar acerca desse comitê, no qual ele preside como coordenando as ações.

De acordo com Ferraço, o movimento do Governo serve como uma maneira de antecipar os possíveis problemas econômicos dos produtores capixabas.

“Estamos dialogando com os seguimentos para que possamos entender a real profundidade do impacto dessas medidas em cada um dos nossos arranjos econômicos, que também tem sua importância social, devido a geração de empregos, e pela estrutura que lidera o Espírito Santo”, afirmou o vice-governador.

“Nosso principal papel no momento é precaver e antecipar o problema, para isso estamos dialogando com esses segmentos, embora ainda não haja o decreto, a ordem executiva do Governo norte-americano”, ressaltou.

Ferraço listou as ações nas quais o Governo está estudando adotar caso o tarifaço americano seja imposto e atinja a população capixaba.

“Caso essas medidas sejam confirmadas, vamos lançar os nossos instrumentos como: créditos com prazo e com carência em condições compatíveis; postergação eventual de tributos e cobranças de ICMS. Podemos colocar de pé um programa de transferência de renda para que a gente possa socorrer as famílias capixabas”.

O vice-governador ainda afirma que o Estado tem capacidade de poupança para poder socorrer os arranjos dos produtores. “Nosso foco são as pequenas unidades de base familiar, o microempresário, são aqueles que precisam desse apoio”.

Na entrevista ao Tribuna Notícias 1ª Edição, Ferraço também opinou sobre a medida dos Estados Unidos contra o Brasil e classificou como absurdas os impostos aplicados sobre os produtos brasileiros.

“Essas ações contra o Brasil são absurdas. O momento é do povo brasileiro defender a nossa soberania, que é inegociável, mas também precisamos estar na mesa negociando com eles, como outros países estão fazendo”.

Produção de café

Questionado sobre a importância do café para a população americana, o vice-governador Ricardo Ferraço acredita que possa ser esse um fator favorável à não imposição das taxas.

Os Estados Unidos são os maiores importadores de café no mundo, de acordo com a Forbes Brasil, enquanto o Brasil é o maior produtor mundial. Já o Espírito Santo é o segundo maior responsável pela produção nacional do café, sendo o principal responsável pelo café conilon.

“Para cada dólar que nós exportamos de café para os americanos, eles geram outros U$ 40. A minha esperança é que os próprios consumidores e empreendedores americanos façam uma pressão em torno do prejuízo que terão em razão dessa medida injusta com os brasileiros”, enfatizou Ferraço.

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