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Saúde

431 mil idosos dependem do SUS no Espírito Santo

O Espírito Santo conta com cerca de 579 mil idosos. Desses, cerca de 431 mil não têm plano de saúde. Ou seja, aproximadamente 75% das pessoas com 60 ...

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O Espírito Santo conta com cerca de 579 mil idosos. Desses, cerca de 431 mil não têm plano de saúde. Ou seja, aproximadamente 75% das pessoas com 60 anos ou mais dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS) para conseguir consultas, exames e cirurgias.

De acordo com dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), atualmente 147.072 idosos têm plano de saúde. De dezembro de 2013 a fevereiro deste ano, 88.237 pessoas no Estado perderam seus planos de saúde, sobrecarregando ainda mais o SUS. Em 2013, eram 1.179.688 beneficiários e, este ano, 1.091.451.

Há um ano, a aposentada Lucimar Oliveira, 65, aguarda  consulta com  oftalmologista e   otorrinolaringologista pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Foto: Lucimar Oliveira
A reportagem de A Tribuna conversou com idosos para saber como anda o acesso à saúde na rede pública. Segundo eles, para conseguir consultas com médicos especialistas, exames mais complexos e cirurgias, a demora gira em meses e até anos de espera.

A aposentada Sônia Peixoto, 70 anos, contou que enfrenta essa realidade. “Eu precisei fazer uma cirurgia para corrigir um problema no meu dedo, por causa de uma síndrome genética, e tive de esperar três anos para conseguir.”

A aposentada Anair Romano, 84, continua aguardando atendimento. Ela espera há 13 meses para uma ressonância do joelho, há 16 meses uma eletroneuromiografia. Também precisa de uma consulta com angiologista, que espera há nove meses, dermatologista e cardiologista, há 11 meses.

“É muito ruim passar por essa espera toda. Há mais de um ano aguardando exames. Acredito que nesta fase da vida que eu e outras pessoas vivemos, deveríamos ter no mínimo um acesso adequado e melhor ao SUS.”

O coordenador geral do Sindicato Nacional dos Aposentados no Espírito Santo, Jânio Araújo, 56, contou que a grande maioria dos aposentados sindicalizados não tem plano de saúde. “Acompanhamos todo o sofrimento dos aposentados. Muitos idosos chegam a falecer esperando por consultas e exames. Quando é clínico geral, não demora muito, mas cardiologistas, fisioterapeuta, psiquiatra, é bem mais demorado. É uma covardia o que acontece, pois são pessoas muitas vezes com limitações para se locomover.”

Araújo afirmou que o sindicato fez uma parceria com uma clínica médica com preços de consultas e exames mais acessíveis para os aposentados. “Tentamos ajudar de todas as formas. Por isso, vamos montar uma clínica aqui no sindicato, em Bento Ferreira, Vitória, para facilitar o acesso à saúde.”

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