|
Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda: false
Alinhar à direita: false
Alinhar ao centro: true
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Conteúdo Sensível:
Estilo:
Com a chegada da temporada das chuvas e o aumento das temperaturas, o alerta das autoridades de saúde é para um crescimento dos casos de dengue no Espírito Santo.
“A expectativa é de aumento de casos, possivelmente, a partir de agora. Historicamente, o pico da dengue ocorre em abril e maio, mas também preocupam doenças como a chikungunya e a zika, todas transmitidas pelo Aedes aegypti”, diz o chefe do Núcleo Especial de Vigilância Ambiental da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Roberto Laperriere Júnior.
Até a semana epidemiológica (SE) 42 deste ano (até o dia 22 de outubro), foram notificados 16.159 casos de dengue com incidência de 397,61 casos por 100 mil habitantes e confirmadas cinco mortes neste período.
O Estado tem apresentado estabilidade de casos notificados da dengue nos últimos meses, segundo a Sesa.
A estabilidade é confirmada com a manutenção de menos de 200 casos notificados por semana, desde o final do mês de agosto até outubro, de acordo com a Sesa.
Segundo Roberto Laperriere Júnior, não há um novo sorotipo da dengue circulando no Estado, sendo o tipo 1 o predominante, com circulação recente do tipo 2. “Não há circulação do tipo 3 e não temos o tipo 4, desde 2013”.
Os casos notificados de zika e chikungunya seguem o cenário epidemiológico da dengue de estabilidade, com média de 14 casos por semana nas últimas quatro semanas para zika e de 30 casos/semana para chikungunya.
Até a semana epidemiológica (SE) 42, foram notificados 830 casos de zika e 2.588 de chikungunya no Espírito Santo. A concentração de casos de zika aconteceu entre os meses de abril e maio e de chikungunya entre março e maio.
“Neste momento, há um quadro de estabilidade, de intensificação das ações, aquisição de insumos, apoio dos municípios para elaboração dos planos de contingência, além de ações educativas nas escolas”, afirmou Laperriere.
Segundo ele, neste mês os municípios serão orientados a fazer o Dia D de combate à dengue, sugerido para o dia 19.
Laperriere destacou que as medidas de prevenção, como a eliminação dos focos de água parada, ainda são as mais eficazes para evitar a reprodução do mosquito.
SAIBA MAIS
Cinco mortes
> O período de maior concentração de casos notificados de dengue tem início em outubro e vai até maio, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).
> Chefe do Núcleo Especial de Vigilância Ambiental da Sesa, Roberto Laperriere Júnior alerta para o aumento do número de casos a partir de agora, com a chegada da estação chuvosa, o aumento das temperaturas e a necessidade de eliminar os focos do mosquito transmissor, o Aedes aegypti.
> Até a semana epidemiológica (SE) 42 deste ano (até o dia 22 de outubro), foram notificados 16.159 casos de dengue com incidência de 397,61 casos por 100 mil habitantes e confirmadas 5 mortes neste período.
Incidência
> O Ministério da Saúde considera três níveis de incidência acumulada nas quatro últimas semanas dos casos de dengue: baixa (menos de 100 casos/100 mil habitantes), média (de 100 a 300 casos/100 mil habitantes) e alta (mais de 300 casos/100 mil habitantes).
> A taxa de incidência é um importante indicador de alerta e ajuda a orientar as ações de combate à dengue.
> Segundo a Sesa, no momento não há municípios com alta incidência de casos notificados.
> Há estabilidade nos casos de dengue no Estado, segundo a secretaria, confirmada com a manutenção de menos de 200 casos notificados por semana, desde o final do mês de agosto até outubro.
Eliminação de focos
> Como medidas de combate Aedes aegypti, a Sesa cita:
– Limpar o quintal, jogando fora o que não é utilizado.
– Tirar água dos pratos de plantas.
– Colocar garrafas vazias de cabeça para baixo.
– Tampar tonéis, depósitos de água, caixas d’água e qualquer tipo de recipiente que possa reservar água.
– Manter os quintais bem varridos, eliminando recipientes que possam acumular água, como, por exemplo, tampinha de garrafa, folhas e sacolas plásticas.
– Escovar bem as bordas dos recipientes (vasilha de água e comida de animais, pratos de plantas, tonéis e caixas d’água) e mantê-los sempre limpos.
> O médico infectologista e professor do curso de Medicina da Ufes Paulo Mendes Peçanha ainda acrescenta:
– Fiscalização dos espaços urbanos pelo poder público como obras e construções e terrenos baldios que acumulam lixo e podem ser criadouros do mosquito da dengue.
– Limpar as calhas das casas.
– Não acumular pneus.
– Manter os quintais sempre limpos.
Vacinas
> Está disponível somente na rede particular do Estado: a Dengvaxia, vacina contra a dengue.
> Só é recomendada para quem já sofreu exposição ao vírus.
> Podem tomar a vacina crianças a partir de 9 anos, adolescentes e adultos até 45 anos.
> A dose pode ser comprada por preços entre R$ 200 e R$ 300.
> São necessárias três doses, uma a cada 6 meses.
> O Instituto Butantan vem desenvolvendo uma nova vacina contra a doença. Os testes estão na fase 3 (em humanos) e a expectativa é de que sejam concluídos em 2024.
Cuidado máximo contra o mosquito transmissor
|
Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda: true
Alinhar à direita: false
Alinhar ao centro: false
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Conteúdo Sensível:
Estilo:
Nunca é demais lembrar que, para eliminar o mosquito transmissor da dengue, que já causou cinco mortes este ano no Estado, e que também causa a zika e a chikungunya, a prevenção ainda é a melhor solução.
“A precaução é muito importante. É ter cuidado máximo contra o mosquito transmissor, evitar os focos, os criadouros e eliminar objetos que possam acumular água”, afirmou o médico infectologista e professor do curso de Medicina da Ufes Paulo Mendes Peçanha.
O especialista citou que, no caso da dengue, é importante procurar um serviço de saúde se o paciente apresentar, a partir do 5º dia, sintomas como prostração, dor abdominal, vômito e desmaios.
“Se complicarem os sintomas a partir do 5º ao 7º dia não dá para ficar em casa. Precisa procurar uma unidade de saúde ou um hospital porque a dengue é uma doença que pode levar à morte”.
O professor destacou que é importante estar sempre bem hidratado, com consumo de água, água de coco e sucos.
DIFERENÇAS
Dengue
> Febre alta (39ºC) de início súbito.
> Dor de cabeça, principalmente atrás dos olhos e ao mexer os olhos.
> Dor no corpo.
> Manchas vermelhas pelo corpo.
> Esses sintomas tendem a desaparecer nos primeiros 5 a 7 dias.
> Caso o paciente não melhore e tenha dor abdominal, vômito e/ou desmaios deve procurar o hospital.
Zica
> Febre mais baixa.
> Dores leves nas articulações.
> Dor de cabeça.
> Manchas no corpo mais exuberantes e com muita coceira.
> No caso das gestantes, pode levar ao comprometimento neurológico do feto, como a microcefalia.
Chikungunya
> Febre alta.
> Manchas no corpo.
> Dor prolongada nas articulações, atrapalhando a mobilidade.
> Tem evolução mais crônica.
> Pode causar deformidade articular (nos joelhos e tornozelo, por exemplo) nos casos mais graves.
Fonte: Paulo Peçanha, infectologista.