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Saúde

Anvisa aprova remédio mais potente contra diabetes tipo 2; saiba mais

O Kyinsu, que acaba de ser autorizado pela Anvisa, pode reduzir aplicações de insulina de 1.460 para 52 doses por ano

Anvisa autorizou o registro da combinação em dose fixa de insulina basal e semaglutida para aplicação semanal
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Camila Lima

Jornalista formada pela Faculdade Estácio de Sá de Vitória, atua há 7 anos no jornal A Tribuna. Integrante da editoria de Cidades, tem como principal foco a cobertura de saúde, área na qual construiu sólida experiência em reportagens, entrevistas e coberturas de eventos pelo Brasil. Apresenta o podcast Fala, Doutor, dedicado a levar informação acessível e de qualidade sobre medicina e bem-estar ao público.

Última atualização

Uma nova opção de tratamento para o diabetes tipo 2 acaba de ser aprovada no Brasil e promete reduzir o número de aplicações de medicamentos ao longo da semana.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou na segunda-feira (28) o registro do Kyinsu (IcoSema), primeira combinação em dose fixa de insulina basal e semaglutida para aplicação semanal. O remédio pode representar uma redução de até 1.460 para 52 aplicações de insulina por ano.

A opção é destinada a adultos que permanecem com a glicemia inadequadamente controlada mesmo usando insulina basal ou medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1. Ainda não foi informado quando a medicação estará à venda no País.

Em 2025, a Anvisa já havia aprovado a Awiqli (insulina basal icodeca) primeira insulina semanal.

“Na prática clínica, vejo diariamente pacientes que resistem a começar ou intensificar a insulina justamente pelo medo de ganhar peso ou de ter uma crise de hipoglicemia no meio da rotina, no trabalho, dirigindo, com os filhos”, explica o endocrinologista vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), André Vianna.

A endocrinologista Priscila Pessanha explica que, diferentemente das outras insulinas, o novo medicamento não promove ganho de peso e pode, inclusive, auxiliar o paciente a emagrecer.

“A insulina basal tem ação lenta, proporcionando menor risco de hipoglicemia. Por outro lado, as glicemias após as refeições devem ser monitoradas. Pode haver eventual necessidade de ajuste para estes horários. De qualquer forma, o perfil do paciente para a nova medicação deve ser avaliado e acompanhado pelo endocrinologista”.

A prescrição da insulina para pacientes com diabetes tipo 2 pode ocorrer ao longo da evolução da doença, explica a endocrinologista Mariana Guzzo.

“Em geral, ela é indicada quando o paciente já usa três ou quatro medicamentos e, mesmo assim, continua com a glicose alta. Também pode ser necessária já no diagnóstico, quando a doença está muito descontrolada e há sintomas como muita sede, aumento da frequência urinária e fome excessiva”.

Mariana alerta, porém, que nenhum tratamento sozinho substitui uma boa dieta e exercícios físicos. “O tratamento do diabetes tipo 2 é baseado em vários pilares, como melhora da alimentação e pelo menos 150 minutos de exercício moderado por semana”.

Saiba Mais 

Diabetes

Paciente mede glicemia: atenção
Paciente mede glicemia: atenção Foto: Magnific
  • A estimativa sobre o número de pessoas com diabetes no Brasil seria de aproximadamente 20 milhões, sendo que cerca de 90% dos pacientes diabéticos no País têm o tipo 2, que ocorre quando o corpo não aproveita adequadamente a insulina produzida.

IcoSema

  • O Kyinsu (IcoSema) combina insulina icodeca e semaglutida em uma única aplicação semanal. É indicado para adultos com diabetes tipo 2 que não conseguem controlar adequadamente a glicemia com insulina basal ou agonistas de GLP-1.
  • A icodeca é uma insulina de ação prolongada que mantém o controle da glicemia basal durante a semana. A semaglutida atua principalmente quando a glicose está elevada, ajudando no controle após as refeições e na redução do peso.
  • Para pacientes que usam o esquema basal-bolus, com múltiplas aplicações de insulina por dia, a troca para o Kyinsu pode reduzir as aplicações de até 1.460 para 52 por ano.



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